Sem valor, dinheiro da Venezuela vira artersanato

A situação econômica venezuelana vai de mal a pior. Apesar de não divulgar número oficiais, a ditadura de Nicolás Maduro está sofrendo para controlar o avanço da inflação no país.

De acordo com informações do Estadão:

Começou como uma brincadeira. O ambulante Wilmer Rojas, de 25 anos, recolhia notas de 2, 5, 10 e 20 bolívares – descartadas e indesejáveis em um país no qual a hiperinflação deve chegar a 13.000% este ano – para fazer barquinhos de papel.

Conforme o tempo passa, a moeda se desvaloriza e a repulsa a ela cresce, ele passou a confeccionar de tudo com as notas que ninguém quer: de carteiras a caixas de cigarro para vendê-las numa barraca em uma das estações de metrô de Caracas, a capital da Venezuela.

“As pessoas jogam essas notas fora porque não servem para comprar nada, ninguém as aceita”, explica. “Não servem nem para comprar uma bala.”

A matéria do Estadão acrescentou:

No centro de Caracas e na fronteira com a Colômbia, também é comum a venda de bolsas e mochilas feitas a partir de notas de bolívares.

Com mil notas de 2 bolívares que ninguém aceita, o desenhista de José León, de 26 anos, começou um protesto no Instagram chamado “Venezuela Desvalorizada”.

Ele pintou as notas com imagens de heróis de histórias em quadrinhos, paisagens e cenas cotidianas da crise venezuelanas, sobrepostas sobre o rosto do libertador Simón Bolívar. Seus clientes pagam até 20 dólares por uma peça.

“Com um pouco de tinta, eu revalorizo minha moeda em 5.00%”, brinca.

Tarciso Morais
Tarciso Morais
Fundador e editor-chefe da RENOVA Mídia

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