127 mortos em protestos na Nicarágua

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A Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) elevou nesta segunda-feira (4) para 127 o número de pessoas que morreram nos protestos contra o governo do presidente da Nicarágua, Daniel Ortega.

O secretário-executivo da CIDH, o jurista brasileiro Paulo Abrão, declarou que “segundo nossos dados, os protestos deixaram 127 mortos e cerca de mil feridos”.

Para entender a magnitude desta tragédia, Abrão lembrou que as sangrentas manifestações de entre abril e julho de 2017 na Venezuela, um país seis vezes maior que a Nicarágua, terminaram com 112 mortos.

Abrão denunciou que a resposta das autoridades nicaraguenses aos protestos foi “muito desproporcional”, com o objetivo de criar um ambiente de “intimidação e terror”.

De acordo com informações do BOL:

Além disso, criticou que, segundo as testemunhas consultadas pela CIDH, várias autópsias não foram realizadas de maneira adequada, muitos feridos receberam alta “de forma apressada” e a polícia nicaraguense atacou ambulâncias, entre outras questões.

A Organização dos Estados Americanos (OEA) decidiu na semana passada com a CIDH e o governo da Nicarágua criar um grupo para investigar os incidentes de violência, formado por integrantes selecionados pela comissão interamericana.

A respeito dessa equipe, Abrão explicou que a CIDH está na fase final de seleção dos membros que viajarão para a Nicarágua “nos próximos dias ou em uma semana”.

O grupo, que emitirá um relatório em um prazo de seis meses, analisará as linhas de investigação dos protestos e realizará “recomendações estruturais e de reformas legislativas” para evitar que esta situação volte a ocorrer, segundo o brasileiro.

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