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15 de março é para impedir Congresso de derrubar Bolsonaro, diz Príncipe

‘Eu vou pra rua’, diz o deputado Luiz Philippe
Imagem: Cleia Viana/Câmara dos Deputados
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“O mais importante é a população se colocar contra o Congresso, em vez de a favor do governo”, destaca Luiz Philippe. 

O deputado federal Luiz Philippe de Orléans e Bragança (PSL-SP) diz que os protestos convocados por movimentos alinhados ao presidente da República, Jair Bolsonaro, são uma resposta a uma tentativa do Congresso Nacional de provocar o impeachment do chefe do Executivo.

Luiz Philippe afirmou, nesta quinta-feira (27), que a população deve pressionar o Parlamento a fazer as reformas defendidas por Bolsonaro.

Em entrevista ao jornal Folha, o parlamentar conhecido popularmente como Príncipe declarou:

“Está havendo uma mobilização no Congresso de partidos, deputados e senadores, que bolaram uma estratégia para enquadrar um possível pedido de impeachment num modelo sequencial. Você primeiro aprova gastos e uma série de despesas no Orçamento, depois priva o Executivo de utilizar parte desse Orçamento. O governo então tem que pedir recursos para o Congresso, que obviamente vai negar. E aí o governo cai na Lei de Responsabilidade Fiscal, porque violou o próprio Orçamento.” 

O deputado alertou:

“O Congresso surrupiou R$ 30 bilhões e removeu das contas do Executivo, que já estavam comprometidos com um volume de gastos. Não é um golpe ainda, mas uma tentativa de enquadrar o Executivo numa sinuca.”

“O ato seria então uma espécie de autodefesa do governo?”, indagou o jornalista Fábio Zanini, do blog Saída pela Direita

Luiz Philippe respondeu:

“O mais importante é a população se colocar contra o Congresso, em vez de a favor do governo. Você tem vários deputados, nenhum com soma de votos suficiente para chegar nem perto do volume de votos do presidente. Mas através do jogo do Congresso, conseguem concentrar poder de uma maneira não muito transparente e que não está em linha com o que a vontade do público, que deu 57 milhões de votos para que o Executivo execute. Os deputados começam a jogar um jogo de desarmar o Poder Executivo de maneira sistemática.”

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