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196 anos atrás, patriotas da Ilha de Itaparica expulsavam militares portugueses

196 anos atrás, patriotas da Ilha de Itaparica expulsavam militares portugueses
Tarciso Morais
Tarciso Morais
Fundador e editor-chefe da RENOVA Mídia.

Texto escrito pelo colaborador Pablo Caixeta.


No período entre 7 e 9 de janeiro de 1823, o então Governador das Armas da Bahia, Madeira de Melo, Tenente-Coronel do Exército de Portugal, ordenou que a Armada portuguesa, que se encontrava na Baía de Todos os Santos, atacassem a Ilha de Itaparica, mas seus esforços foram frustrados.

Após a ilha ter sido invadida, saqueada e ocupada pelos militares de Portugal tempos antes, a população da Ilha preparou uma ofensiva prevendo uma nova investida das tropas portuguesas.

A Ilha de Itaparica ficava em um ponto estratégico, era rota de pequenas embarcações menores que vinham do sul da Bahia transportando alimentos, tinha muita carne, animais, frutas, além de farinha e açúcar, produtos escassos em Salvador devido aos tempos de guerra.

Alvo de outras quatro tentativas de assalto, a população desenvolveu uma estratégia de guerrilha que foi posta à prova durante esse período que ficou conhecido como Batalha de Itaparica.

Uma figura que também foi protagonista nessa batalha foi a “Heroína Negra da Independência”, Maria Felipa.

Maria Felipa liderou um grupo formado por mulheres e homens de diferentes etnias e classes na construção de trincheiras, organizava as vigílias dia e noite a fim de prevenir o desembarque de tropas inimigas e participar de vários conflitos.

No dia 7 de janeiro de 1823, liderou cerca de 40 mulheres na defesa das praias de Itaparica, armadas de peixeiras e galhos de cansanção elas surravam os portugueses, enquanto os homens atacavam e incendiavam as embarcações.

Alguns estudiosos afirmam que Maria Felipa pode ter sido a inspiração para a Maria da Fé de Viva o Povo Brasileiro, obra de João Ubaldo Ribeiro, conterrâneo da Ilha de Itaparica.

À frente do comando estava João Francisco de Oliveira Botas, mais conhecido como João das Botas, comandante português que lutava pela independência do Brasil, organizou uma flotilha que era composta por um saveiro e seis barcos de pesca adaptados com canhões, além de mobilizar os pescadores e marisqueiras da Ilha para a luta.

Com este contingente, resistiram durante três dias ao ataque da Armada portuguesa que contava com 40 embarcações, dois brigues de guerra e várias canhoneiras, tornando impossível o desembarque dos militares portugueses.

João das Botas é considerado um Herói da Marinha Nacional, na época da proclamação da independência, nem todas as províncias aderiram à causa brasileira, sendo a Bahia o foco da principal resistência, que foi aos poucos desarticulada, até a expulsão definitiva em 2 de julho de 1823, onde toda a força militar de terra e mar portuguesa foi perseguida até desembarcarem em Portugal, sob o comando de João das Botas.

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