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3 maneiras de ganhar um shibboleth* e apimentar a vida do casal

Recentemente, um estudo feito por especialistas em bioenergética e farmacologia capitaneados pelo renomado professor Dr. Jarod Weiss da Universidade Patrick Bauchau foi publicado da Medicine Magazine.

Este estudo explica detalhadamente como conquistar em definitivo um shibboleth* e garantir a tranquilidade em sua vida conjugal.

Reproduzimos abaixo o passo-a-passo desse caminho.

Anote aí:

1 – Separe 3 xícaras de

…. OPA, EPA, OPA ….

Pare aqui mesmo! Isto tudo escrito aí em cima é falso!

O objetivo deste artigo é mostrar como as pessoas – na média geral – acreditam e são envolvidas por notícias sem o mínimo compromisso com a verdade.

Ou para convencer o leitor a escolher um candidato em detrimento do outro, ou para comprar uma poção mágica que irá salvar sua saúde, ou simplesmente – e esse é o pior motivo (na minha opinião) – para satisfação própria.

Temos expostos aí algumas das abjetas razões que geram as falsas notícias:

  1. Político-partidária
  2. Dinheiro
  3. Desvio psicológico

E qual a garantia de que minha leitura não é uma invencionice qualquer?

Bom, primeiro que não existe esta garantia.

Você, leitor, tem de ficar atento a determinados sinais, incongruências escritas. Voltemos ao início deste texto:

“um estudo feito por especialistas” – Que especialistas? Quem são? Quais seus nomes? Existe um link que direcione à estória pessoal, à biografia de cada um? Eles são ligados a algum partido político? A algum time? A alguma instituição de ensino?

“renomado professor Dr.” – isso não quer dizer absolutamente coisa nenhuma. Só impressiona pelo adjetivo e pelas supostas qualificações. Isoladamente não significa N A D A.

“Dr. Jarod Weiss” – novamente: existe algum link neste nome? Jarod foi um personagem de um seriado que assisti anos atrás chamado “The Pretender”. Gostava muito e como perdi alguns episódios baixei na Internet todas as temporadas. Weiss é o sobrenome do ator, Michael T. Weiss (Jarod não tinha sobrenome, era um dos mistérios da série).

“Universidade Patrick Bauchau” – outra vez, cadê o link??? Essa ‘universidade’ não existe. Patrick Bauchau é o nome de outro ator do seriado.

“publicado da Medicine Magazine” – nem vou repetir sobre a falta do link. E ‘Medicine Magazine’ foi o primeiro nome que me veio à ideia.

“3 maneiras simples de ganhar um shibboleth para ajudar sua vida em casal” – o título é um chamariz ligado à imagem que oferece alguma coisa que você subentende seja para sua vida sexual.

 

Alguns podem não lembrar, mas em 04 de maio de 2000, o estudante filipino Onel de Guzman criou o vírus “I Love You” para um trabalho de faculdade. Como este trabalho foi rejeitado, ele se vingou soltando o arquivo um dia antes de sua formatura.

Ao todo estima-se que esse vírus – desenvolvido em Visual Basic Script – foi enviado para mais de 84 milhões de usuários em todo mundo e causou prejuízo de mais de US$ 8,7 bilhões. Na ocasião várias empresas e instituições, como o Pentágono e a CIA, tiveram os sistemas de e-mail travados, em função do tráfego gerado pelo envio em massa de mensagens. A praga só infectou máquinas com sistema operacional Windows.

Segundo Craig, um dos maiores motivos da alta proliferação do vírus foi por se tratar de uma ação de engenharia social – quando alguém usa uma informação falsa para ter acesso a informações importantes. No caso do “I Love You”,  a pessoa ao ver que alguém conhecido tinha mandado a mensagem, clicasse no arquivo anexado.

Estamos vivendo tempos obscuros, com intenções ocultas esperando por você a cada linha, a cada clique, a cada esquina. Uma das maneiras de se defender é sendo cuidadoso com cada post lido, com cada banner recebido, com cada notícia recebida.

É trabalhoso, exige paciência, saco e atenção.

 

Mas não se assuste. As notícias divulgadas e reproduzidas pela Renova Mídia, os artigos de opinião e as reportagens são cuidadosamente checadas antes de irem para a sua tela. Sossegue.

Aproveite e leia o (excelente) artigo completo de Flavio Morgenstern sobre o que é Shibboleth clicando AQUI.

Na Bíblia, em Juízes 12, narra-se a contenda entre Efraim, fundador da tribo israelita de mesmo nome, e Jeftá de Gilead (a mesma do “is there balm in Gilead?” d’O Corvo de Edgar Allan Poe e da canção popular), da tribo Manassé – as duas que formariam a Casa de José.

Ambas possuíam uma contenda com os amonitas, mas Jeftá lutou sozinho contra a tribo que sacrificava crianças ao deus Moloch. Os gileaditas afirmaram que buscaram ajuda dos efraimitas, mas estes teriam recusado, pois aqueles seriam desertores. Jeftá de Gilead massacra a tribo de Efraim, deixando poucos sobreviventes.

Os gileadistas, então, tomaram as passagens do rio Jordão por onde fugiam os homens de Efraim sobreviventes. Sempre que um efraimita buscava fugir, os homens de Gilead perguntavam: “Você é efraimita?” Se respondesse que não, diziam: “Então diga: shibboleth”.

Shibboleth é a palavra hebraica para a parte das plantas que contém grãos. Mas os efraimitas pronunciavam o sh sem chiado, como “sibboleth”, enquanto os gileadistas chiavam. Assim, a tribo de Gilead pode identificar os efraimitas e matá-los, um a um.

Na linguística moderna, chamamos de shibboleth qualquer traço de pronúncia que permita identificar um grupo. Alargando-se o conceito sem se restringir à pronúncia, também o uso de determinados termos pode identificar shibboleth’s modernos.

Quando se usou a palavra shibboleth na passagem bíblica aludida, não se fazia referência à espiga de grãos, mas a algo interno da própria língua: o traço característico do uso de um termo por um determinado grupo.

 

Artigo escrito por Walter Barreto no projeto Voluntários Renova


Os pontos de vista expressos neste artigo são as opiniões do autor e não refletem necessariamente a posição da Renova Mídia.

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