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5 epidemias que ajudaram a alterar o rumo da história

5 epidemias que ajudaram a alterar o rumo da história

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Muitas doenças ao longo da história tiveram enormes efeitos na construção da sociedade atual.

A pandemia do novo coronavírus está modificado de forma dramática a maneira como milhões de pessoas em todo o mundo vivem suas vidas.

Temos que ter a esperança que muitas dessas mudanças trazidas pela Covid-19 serão temporárias. 

Mas doenças ao longo da história tiveram enormes efeitos a longo prazo: desde a queda das dinastias, passando pela expansão do colonialismo, e chegando ao esfriamento do clima.

Peste Bubônica e o fim do sistema feudal

A praga que atingiu a Europa por volta de 1350 matou cerca de um terço da população e foi fundamental para o fim do sistema feudal, que forçava pessoas a trabalhar nas terras de um senhor para pagar seu aluguel.

A enorme mortalidade da Peste Bubônica causou escassez de mão de obra para os proprietários de terras.

Apesar do aterrorizante número de mortes, especialistas dizem que a praga pode ter ajudado a Europa Ocidental a desenvolver uma economia mais moderna, comercializada e baseada em dinheiro.

Como ficou muito mais caro contratar pessoas para trabalhar, os empresários também começaram a investir em tecnologias que economizavam mão-de-obra.

Varíola nas Américas provoca alterações no clima

A colonização das Américas no final do século 15 deixou tantos mortos que pode ter ajudado a alterar o clima do planeta.

O maior assassino da época foi a varíola. Outras doenças mortais incluíam sarampo, gripe, peste bubônica, malária, difteria, tifo e cólera.

Além da perda catastrófica de vidas e do terrível sofrimento humano, as consequências das mazelas foram refletidas no mundo inteiro.

O fato de ter menos pessoas vivas levou a uma queda na quantidade de terra que estava sendo cultivada ou ocupada. Dessa forma, grandes áreas voltaram naturalmente a ser florestas ou savanas.

Os cientistas acreditam que isso, junto com grandes erupções vulcânicas e uma redução na atividade solar, levou ao início de um período conhecido como “Pequena Era do Gelo“, quando as temperaturas caíram em muitas partes do mundo.

Febre Amarela empurra França para fora do Haiti

Em 1801, após várias revoltas de escravos contra as potências coloniais da Europa, o líder Napoleão Bonaparte, da França, decidiu assumir o controle total do Haiti, enviando dezenas de milhares de tropas para tomá-la à força.

No campo de batalha, o sucesso francês foi estrondoso. O efeito da febre amarela, no entanto, foi devastador. 

A estimativa oficial é que cerca de 50 mil soldados, oficiais, médicos e marinheiros tenham morrido e apenas cerca de 3 mil homens retornaram à França.

Com seus exércitos dizimados e desmoralizados, Napoleão abandonou não apenas o Haiti, mas também as ambições coloniais da França na América do Norte.

Cerca de dois anos depois da fracassada missão francesa, o líder da França vendeu 2,1 milhões de km² de terra ao governo dos Estados Unidos.

A negociação ficou conhecida como a “Compra da Louisiana”, o que dobrou o tamanho do jovem país.

Peste bovina acelera expansão colonial na África

Uma doença mortal que afeta os animais contribuiu com a expansão da colonização da Europa na África.

Este surto não matou pessoas diretamente, mas dizimou a população de animais.

Entre 1888 e 1897, o vírus da peste bovina matou 90% do gado africano, com comunidades devastadas no Sudeste da África, na África Ocidental e no Sudoeste do continente.

A extensa perda de rebanho levou à fome, a um colapso na sociedade e à migração de refugiados que deixaram áreas afetadas.

O caos gerado pela doença tornou mais fácil para as nações europeias colonizar grandes áreas da África no final do século 19.

Epidemia derruba dinastia Ming na China

Uma grande epidemia chegou ao norte da China no ano de 1641, gerando uma terrível quantidade de óbitos. 

Em algumas regiões do país asiático, de 20% a 40% da população morreu.

A praga, que foi provavelmente causada por uma combinação de peste bubônica e malária, atingiu a região ao mesmo tempo que uma seca e enxames de gafanhotos.

A dinastia Ming, que governou a China por quase três séculos, encontrou seu fim catastrófico, em parte devido a este surto.

A liderança de Ming passava por vários problemas, como corrupção e fome, mas o surto mortal de doença foi o que ajudou a pôr fim ao seu governo.

Esta matéria foi inspirada em reportagem da emissora BBC, reproduzida pelo portal Terra.

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