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7 razões para Temer vetar o reajuste salarial do STF

Se atuassem no setor privado, os ministros do Supremo e as demais lideranças do Judiciário jamais receberiam tamanha quantidade de bonificações e benefícios automáticos.

Você achou o reajuste salarial aprovado pelo Senado para os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) merecido?

O jornal Gazeta do Povo levantou sete motivos que provam: não é.

 

1. As gratificações não dependem de produtividade

Cada um dos 18.011 magistrados brasileiros julga, por dia, 7,2 processos, em média. É um número alto, que alcança 1.818 casos, por profissional, por ano. Mas é raro um profissional desse ramo ser punido pela falta de produtividade.

2. É raríssimo um juiz ser demitido

Quem trabalha em empresas do setor privado está acostumado a ver – e experimentar – demissões. Não é assim com magistrados. Para perder o emprego, um juiz precisa ser condenado criminalmente, sem direito a nenhum recurso. É, na prática, um cargo de grande estabilidade.

3. São poucas horas trabalhadas e muitas folgas

Além dos fins de semana, os ministros do Supremo contam com 88 folgas. Em comparação, se não precisar fazer plantão em nenhum dos muitos feriados que caem em dia de semana em 2018, um trabalhador comum que vai ao serviço de segunda a sexta acabará descansando bem menos, 18 dias.

4. Os processos caminham muito devagar

De acordo com o Conselho Nacional de Justiça, o ano de 2017 terminou com 80,1 milhões de processos em tramitação, 244 mil casos a mais do que em 2016 – é o saldo entre o número de casos encerrados na comparação com os novos.

5. O Judiciário já custa muito caro

Mesmo sem reajuste, o Judiciário brasileiro já é tão caro quanto pouco produtivo: custa 1,8% do Produto Interno Bruno (PIB) do país. O francês custa 0,2% do PIB. O inglês, 0,32% e o alemão, 0,35%.

6. Não se sobe na carreira por mérito

Grupos de juristas influentes formam alianças e controlam a distribuição de cargos para funções que, em tese, deveriam ser delegadas por mérito e antiguidade.

7. Os salários já são muito altos

Segundo o Conselho Nacional de Justiça, antes do reajuste, cada juiz já custa R$ 47.700 reais por mês, ou 50 salários mínimos. Com isso é possível, se o teto salarial definido pela Constituição é muito menor (reajustado, vai chegar a R$ 39.200,00)?

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