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A disputa entre China e EUA pela América Latina

A disputa entre China e EUA pela América Latina

Interesse da China na região não se restringe só à compra de matérias primas. Regime comunista também enxerga oportunidades nos segmentos de infraestrutura, imobiliário e agrícola.

O dragão chinês está com os olhos atentos às oportunidades na América Latina.

No ano passado, o estoque de investimentos diretos da China na América Latina e Caribe atingiu US$ 115 bilhões, 46% a mais do que em 2016, segundo a Comissão Econômica para América Latina e Caribe (Cepal).

Há muito espaço para o crescimento da influência chinesa na América Latina, apontam analistas.

‘A região tem sido um aspecto recente na política externa chinesa’, destaca Harper, da Universidade de Surrey.

Ele avalia que, à medida que aumentar a influência da China, a América Latina tende a ser uma “nova arena” de conflitos com os Estados Unidos.

‘É provável que as já conflitivas relações entre Washington e Pequim sejam impactadas, já que o primeiro percebe que as iniciativas chinesas violam a Doutrina Monroe e tem visto os avanços asiáticos inevitavelmente às expensas dos interesses e da influência norte-americanos’.

Mas a influência americana na região continuará por questões culturais. “Nesse aspecto, a América Latina é bem próxima dos Estados Unidos”, ressalta Procópio.

E mesmo na economia, a influência americana tende a continuar importante. Além da proximidade geográfica, outro fator que contribui é que em alguns países – como o Equador, El Salvador e o Panamá – o dólar se tornou a moeda corrente.

 

Adaptado da fonte Gazeta do Povo

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