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A eleição do celular contra a televisão

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Para o analista e fundador do Ideia BigData, com horário eleitoral em queda e 90 milhões de brasileiros no WhatsApp, ‘o debate será intenso fora da TV’ e a disputa eleitoral fica menos desigual.

Na disputa presidencial em curso, que esquenta a partir do dia 31 com propaganda em rádio e televisão, “não dá pra pensar numa estratégia eficiente sem o WhatsApp. E não vai existir a tal separação entre propaganda na TV e as redes digitais”.

Esse desenho de campanha é do analista eleitoral Maurício Moura, do grupo IdeiaBigData. “Vai ser uma batalha entre o celular e a televisão”, resume o estudioso.

Seus números dão o que pensar.

Há hoje pelo menos 90 milhões de brasileiros usando WhatsApp, num País de 147 milhões de eleitores. E cada cidadão consulta seu celular, em média, 30 vezes por dia.

Outra conta decisiva:

A audiência da propaganda política nas tevês, na média nacional, caiu de 22 pontos em 2008, para 6 em 2016.

Ou seja, a disputa não será tão desigual quanto alguns imaginam.

Adaptado da fonte Estadão

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