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A fome de poder travestida de lealdade

A fome de poder travestida de lealdade
João Guilherme
João Guilherme
Estudante e interessado em política, história e religião.

A “vergonha” de Bebianno não é coincidência. Na verdade, é a verdadeira face de alguém sedento por algum poder no Governo.


O caso do quase ex-ministro da Secretaria de Governo, Gustavo Bebianno, mostra que a família Bolsonaro está cercada por sanguessugas loucos por poder e dispostos a tentar, de qualquer maneira, colocar o Governo na fogueira.

Ainda na semana passada, quando Bebianno disse que havia falado com o presidente Jair Bolsonaro sobre o caso das candidaturas laranjas no PSL, ninguém cogitava que o primeiro integrante do Governo iria cair. Cinco dias depois, a demissão do ministro é anunciada pelo SBT e deve ser efetivada nesta segunda-feira (18).

Gustavo Bebianno, exemplo de devoção a Bolsonaro, como apontou a deputada estadual Janaina Paschoal, agora se mostra não ser tão leal assim. Depois que Carlos Bolsonaro, filho do presidente que, de maneira magistral, conduziu a campanha de Jair Bolsonaro nas redes sociais, desmentiu o ex-ministro, sinais de que o então secretário da Presidência não permaneceria no cargo começaram a aparecer.

Amedrontado pela possibilidade de perder o poder que tinha, Bebianno começou a correr atrás da ala militar do Governo para tentar uma sobrevida. Sem sucesso, decidiu que o melhor a se fazer era tirar a máscara que havia colocado ainda antes da eleições e mostrar quem realmente é: alguém obcecado por poder e de pouquíssima confiança. Como um adolescente traumatizado por ter sido dispensado pela sua paixonite, Bebianno passou a desferir ataques contra o Presidente neste domingo (17).

Jair Bolsonaro não é Deus, muito menos seria Bebianno uma representação de Lúcifer, o anjo caído que, por ser orgulhoso, decide voltar-se contra o Paraíso. Mas a fulminante revolta do ex-ministro contra o Presidente mostra bem a pessoa vingativa que ele é, chegando ao ponto de falar que Bolsonaro, o Jair, é “um perigo para o país”, e que “deve desculpas ao país por ter viabilizado a candidatura” do agora Presidente da Repúbica.

A vergonha de Bebianno não é coincidência. Ele nunca foi leal ao Governo. Sua sede por poder o fez vestir tal máscara que, agora, cai. Independente do resultado das investigações sobre as candidaturas laranjas do PSL, Bebianno caiu antes de causar um mal maior a esta administração. É a evidência da inteligência de Carlos Bolsonaro e do cuidado que deve ser tomado com aqueles se mostram fiéis ao presidente.

Quem será o próximo?

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