A guerra civil na justiça americana

Português   English   Español

No dia 9 de abril, o FBI invadiu o escritório de um dos advogados de Donald Trump, Michael Cohen, que é investigado pelo conselheiro especial Robert Mueller por supostamente organizar um pagamento para calar uma ex atriz pornô que teria tido relações sexuais com o presidente americano.


O ataque do FBI foi dirigido e autorizado por funcionários comprometidos com a narrativa de intervenção russa, que trabalham com o conselheiro especial Robert Mueller. O Departamento de Justiça e o FBI confiscaram arquivos, dispositivos e dados eletrônicos de Cohen. Ou seja, a intenção da invasão do FBI na casa e no escritório de Michael Cohen era reunir pesquisas de oposição política.

Se observarmos a “grande imagem”, é perceptível o esforço de Robert Mueller e sua equipe em dar continuação a narrativa da grande mídia e adquirir alavancagem sobre Trump e sobre a “outra parte” do Departamento de Justiça e do FBI. Esse outro grupo, agora no poder, investiga a tentativa de golpe para livrar Hillary Clinton da cadeia e ajudar a eleger a candidata democrata, falsificando uma investigação contra o então candidato Donald Trump, e espionando a campanha do atual presidente americano. Nós da Renova cobrimos a história a fundo durante meses, enquanto a grande mídia tenta distrair o público com a irresistível tese de que Trump é um fantoche de Putin.

O principal benefício do ataque a Michael Cohen é legitimar qualquer movimento da mídia e do Partido Democrata em defesa da investigação de Robert Mueller. O conteúdo real da evidência, capturada na invasão do FBI, é irrelevante. Eles só precisam do elemento básico da verdade, que a invasão ocorreu, como base para a propagação de qualquer tipo de notícia que fortaleça a narrativa.

Na mesma semana, o ex-diretor do FBI, James Comey, anunciou o lançamento de seu livro, que “promete” enfraquecer Trump. Ambas as notícias demonstram um movimento desesperado do “Deep State”, que agora está na defensiva, e explico o porquê abaixo.

Há cerca de duas semanas, o Procurador Geral Jeff Sessions nomeou um promotor federal, John Huber, que liderará um grande júri para as consequentes acusações que o Inspetor Geral Michael Horowitz indicará em eu relatório.

O relatório do Inspetor Geral, que investiga a politização da justiça americana por Hillary Clinton e pela gestão de Barack Obama, deve ter as suas mais de 1 milhão páginas completas liberadas em Maio, conforme carta recente de Horowitz direcionada ao Senador Chuck Grassley, presidente da Comitê de Justiça do Senado.

Esse relatório, que promete mudar a política e a justiça para sempre, está para ser divulgado desde Dezembro de 2017, quando foi concluído após um ano de investigações. Na última sexta-feira (13), Michael Horowitz divulgou uma parte deste relatório, especificamente sobre a demissão de Andrew McCabe. O relatório de pouco mais de 30 páginas, descreve como McCabe mentiu aos investigadores do FBI e ao próprio Inspetor Geral sobre coordenar vazamentos para a imprensa, obstruir a justiça e muito mais.

Confesso que foi difícil observar e diferenciar quem seriam os mocinhos ou os bandidos na justiça americana. A quantidade de desinformação e notícias duvidosas que se circula, principalmente aquelas em que os próprio apoiadores do presidente acusam Sessions e outros de fazerem parte do “Deep State” dificulta muito na hora de separar o joio do trigo e entender as movimentações quase que impecáveis da alta cúpula do Departamento de Justiça e do FBI naquela que deve ficar marcada na história como a maior investigação criminal da história americana.

No meu caso, ficou bem claro como distinguir os dois lados dessa guerra civil em 2 de Dezembro de 2017, quando foram liberados os textos de mensagens trocadas entre Peter Strzok e Lisa Page, dois funcionários do FBI que fizeram parte da investigação que inocentou Hillary Clinton e estavam dentro do “time“ de Robert Mueller. As mensagens mostravam de forma bem clara o conflito de interesses. O curioso é que as mensagens foram liberadas apenas um dia após Robert Mueller indiciar Michael Flynn por mentir aos investigadores do FBI, sobre uma reunião com embaixadores russos.

A liberação das mensagens, ocorrida apenas um dia após a condenação de Flynn, mostrou que Sessions, Wray (diretor do FBI) e Horowitz estavam contra-atacando a ofensiva de Mueller, mostrando ao público americano qual investigação deve ser levada a sério e qual investigação realmente está completamente livre de interesses políticos e econômicos.

A mesma equipe que livrou Hillary Clinton é a equipe que coordena os movimentos de Robert Mueller. Não há diferença alguma. Em 2015 o objetivo deles era uma pesquisa de oposição para favorecer Clinton. Em 2016, inventaram uma operação de contra-espionagem do FBI. Em 2017, eles se tornaram a investigação da interferência russa de Robert Mueller. Em 2018 o objetivo é obter vantagem política e midiática para desacreditar o Departamento de Justiça da administração Trump e suas respectivas investigações contra a maior quadrilha daquele país.

Abaixo tento recapitular e atualizar um pouco dessa história sombria e o porquê do “Deep State” que protege Obama e Hillary estar tão desesperado à ponto de usar uma ex-atriz pornô e o advogado pessoal de Donald Trump como instrumentos na sua luta contra o presidente republicano. E nós nem começamos a conversar sobre a negociação de 20% do urânio americano com o governo Russo e outras enormes falcatruas de Hillary Clinton e Barack Obama.

Como o governo Obama tentou eleger Hillary e derrubar Donald Trump

Durante as primárias do Partido Democrata, a alta cúpula do FBI estava participando de um plano para exonerar Hillary Clinton por utilizar um e-mail privado quando era secretária de Estado e depois desaparecer com esses e-mails. Esse mesmo grupo do FBI estava conduzindo simultaneamente pesquisas de oposição sobre o candidato Donald Trump e sua equipe. Essas autoridades do FBI eram aliadas de entidades privadas, totalmente separadas das estruturas oficiais do governo. Uma dessas entidades privadas era a Fusion-GPS, que estava usando bancos de dados de inteligência do FBI para conduzir “buscas” de pesquisas de oposição sobre funcionários da campanha Trump 2016.

Esses dados eram coletados e armazenados pela NSA, que utilizava o sistema FISA para liberar ou não o desbloqueio desses dados. Esse abuso de dados de inteligência foi identificado no início de 2016 pelos auditores internos da NSA. É nesse ponto que o almirante Mike Rogers, diretor da NSA, intervém em 18 de abril de 2016 e impede que os contratados do FBI tenham mais acesso a esses determinados dados. Não tendo mais acesso ao banco de dados de inteligência do FBI, em abril de 2016, os “conspiradores” precisavam de uma solução alternativa.

É aí que o oficial do Departamento de Justiça, Bruce Ohr, e sua esposa, Nellie Ohr, entram em cena. O Departamento de Justiça pode usar o banco de dados da NSA ou do FBI para passar informações e receber informações de Nellie Ohr, que era especialista em Rússia e já havia prestado serviços a outras entidades de inteligência.

Por isso, Nellie foi contratada pela Fusion-GPS (Glenn Simpson e Mary Jacoby) imediatamente após o almirante Rogers interromper o uso do sistema pelo FBI. Nellie seria o intermediário. O problema era que qualquer “informação FISA” não poderia ser usada diretamente pelo FBI, porque eles provavelmente teriam que explicar como conseguiram para o tribunal FISA e todas as buscas eram, basicamente, ilegais.

Então, a Fusion-GPS contrata Christopher Steele, ex-espião britânico do MI6. O FBI precisava “lavar” o produto de inteligência e Christopher Steele seria a lavanderia para as informações de inteligência retiradas do sistema dos EUA. Os resultados foram passados para Christopher Steele, provavelmente por Nellie Ohr, que o ex-espião utilizou para criar um “Dossiê” e o repassou aos “conspiradores” do FBI como a prova que seria utilizada para dar início a uma operação de contrainteligência do FBI contra Carter Page em julho de 2016 (intencionalmente sem supervisão do congresso). Carter Page era membro da campanha Trump 2016.

A evidência desse processo de lavagem fica evidente quando descobrimos uma legítima Fake News dentro do Dossiê de Steele. O erro de inteligência foi a história da viagem do advogado pessoal de Trump, Michael Cohen para Praga. O problema é que quem viajou para Praga era outro Michael Cohen. No entanto, esse resultado equivocado foi passado para Chris Steele e entrou no dossiê. Como Steele não tinha acesso direto a inteligência “bruta”, não conseguiu identificar um erro da informação, que ele dizia ter sido passado a ele por fontes russas. O erro de Cohen criou uma trilha de Steele que levam direto para o banco de dados da FISA.

Porém, o banco de dados de espionagem da NSA e do FBI geram uma “inteligência bruta”, que precisa ser autorizada por oficiais superiores. E é aí que entra o Departamento de Estado. Segundo a Fox News, a ex-embaixadora americana na ONU (cargo que faz parte do Departamento de Estado) Samantha Power teria autorizado a espionagem de mais de 260 cidadãos americanos. Em testemunho ao Comitê de Inteligência da Câmara, ela declarou que não estava autorizando esse tipo de “pesquisa” ao banco de dados diariamente. Alguém, ou um grupo de pessoas, dentro do Departamento de Estado, estava autorizando esses pedidos – supostamente usando a autoridade de Power.

Os relatórios de inteligência reunidos do Departamento de Justiça, FBI, Departamento de Estado, Escritório de Inteligência Nacional e da CIA fazer parte do “Daily Intelligence Briefing” (o relatório diário de inteligência) do presidente Obama. Ou seja, Obama estava sendo diariamente informado sobre as investigações em andamento contra a campanha da oposição.

Além disso, agora sabemos que o FBI estava vazando histórias para a mídia no intuito de ajudar a estruturar narrativas favoráveis aos seus esforços políticos. Os vazamentos foram coordenados pelo vice-diretor do FBI, Andrew McCabe, o oficial de comunicações Michael Kortan, o advogado do FBI James Baker, a advogada do FBI Lisa Page e o agente de contra-inteligência do FBI, Peter Strzok, aos jornalistas. McCabe afirmou inicialmente que o diretor James Comey sancionou os vazamentos que o próprio McCabe estava autorizando. No entanto, em seu primeiro relatório sobre o assunto, o inspetor-geral Michael Horowitz delineou evidências que provavam que Andrew McCabe estava mentindo.

O relatório que explica a demissão de McCabe tem todo a aparência de ser o dominó que vai derrubar todos os outros. Se todos os fatos relacionados e evidências coletadas estiverem certos, sugiro aos apoiadores do presidente Donald Trump e americanos que buscam a verdade, que preparem uma bela pipoca para o inicio de uma espécie de operação lava jato americana.

Os pontos de vista expressos neste artigo são as opiniões do autor e não refletem necessariamente a posição da RENOVA Mídia.

Compartilhe...

Share on whatsapp
Share on telegram
Share on pinterest
Share on linkedin
Share on reddit
Share on vk

Deixe seu comentário...

A RENOVA Mídia não se responsabiliza pelo conteúdo, opiniões e comentários dos visitantes do site. NÃO publique ofensas, discordar não é ofender. Caso encontre algum material com ofensas, denuncie. Lembre-se que ao comentar em nosso portal você concorda com estes Termos de Uso.