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“Acordo de paz” traz violência e cocaína para Colômbia

No extremo norte da região andina da Colômbia, onde, por décadas, guerrilheiros marxistas controlaram a produção de cocaína e enfrentaram o Exército, o tão elogiado acordo de paz celebrado em 2016 deveria mudar tudo. E mudou, mas para pior.

Promessas de incentivo a culturas que substituiriam a coca e de novas medidas de segurança ficaram no papel.

Onde havia a lei brutal –mas clara– das guerrilhas, se instalaram máfias de traficantes que extorquem tanto os fazendeiros quanto os pecuaristas. A cafeicultura e até a produção de cocaína quase não dão lucro. Ex-guerrilheiros estão voltando a pegar em armas. A taxa de homicídios disparou e centenas estão fugindo da região, esvaziando escolas e o comércio.

Ariel Avila, analista político da Fundação de Paz e Reconciliação, declarou:

O que está acontecendo é a reconfiguração criminosa por controle de território e economias ilegais. Ninguém esperava que o governo fosse tão lento para chegar a essa área.

O governo da Colômbia passou quatro anos negociando um acordo com as FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia).

O ex-presidente Juan Manuel Santos, que deixou o cargo nesta terça-feira (7), ganhou um Prêmio Nobel. Mas, na prática, o Estado abandonou Ituango e outras zonas em poder das Farc.

O novo presidente, Iván Duque, precisará lidar com a produção recorde de cocaína, o interior dominado por milícias privadas e dissidências cada vez maiores das Farc.

Duque afirma que a coca é uma “ameaça existencial” ao país, que ele combaterá com herbicidas dispersados por aviões e destruindo as plantas, além de programas de substituição.

 

Adaptado da fonte BOL

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