Aécio sofre resistências para se candidatar novamente ao Senado

Quase um ano depois de ser gravado pelo empresário Joesley Batista pedindo R$ 2 milhões para pagar advogados, e ser denunciado no STF por corrupção passiva e obstrução da Justiça, o senador tucano Aécio Neves voltou a percorrer Minas Gerais com o objetivo de renovar seu mandato no Senado por mais oito anos.

Seu projeto político, porém, enfrenta problemas de todos os lados. Sofre resistência dos dois principais candidatos de oposição ao governador Fernando Pimentel (PT) – Márcio Lacerda (PSB) e Rodrigo Pacheco (MDB) -, é considerado um problema pela cúpula nacional do PSDB e já está sendo visto com ceticismo até por aliados próximos.

Na base, prefeitos do interior historicamente aliados a Aécio hoje temem se engajar em sua campanha. O prefeito de Cataguazes, William Lobo Almeida (PSDB), afirmou:

Ficamos muito angustiados com a situação dele. A questão do senador reflete em todos os membros do PSDB e pode prejudicar o partido.

Em conversas reservadas, líderes tucanos mineiros dizem que a postulação ao Senado pode isolar o PSDB no Estado. Interlocutores do governador Geraldo Alckmin concordam e temem que o pré-candidato ao Palácio do Planalto fique sem um palanque competitivo no segundo maior colégio eleitoral do País. O assunto dominou os bastidores de um almoço com empresários, políticos e o governador no dia 5 em Belo Horizonte. Aécio não estava presente.

Falamos com ele que, se tiver 150 votos em cada cidade, será eleito deputado por telefone sem sair de casa”, disse um integrante da direção estadual do PSDB. No fim de evento, jornalistas locais questionaram o presidente do partido em Minas, deputado Domingos Sávio, sobre o dilema. “Essa tentativa de colocar o Aécio como carta fora do baralho parece-me um jogo muito injusto”, disse ele.

Aécio já está fazendo sua campanha. Ele já promoveu quatro encontros que reuniram 140 prefeitos.

O tucano leva na bagagem números de uma pesquisa que o colocaria em primeiro ou segundo lugar ao Senado. A quem lhe pergunta, nega que esteja sendo pressionado a disputar uma vaga de deputado na Câmara. Essa hipótese, aliás, é rejeitada.

Depois de receber mais de 50 milhões de votos em 2014, Aécio afirma aos aliados que prefere não disputar cargo nenhum a voltar a ser deputado. Alega que “não precisa” ser candidato e que não é o foro privilegiado que o move.

 

Com informações de: [Tribuna]
Tarciso Morais
Tarciso Morais
Fundador e editor-chefe da RENOVA Mídia

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