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“Não me sinto mais segura na Alemanha”, diz jornalista

A modelo e jornalista alemã, Anabel Schunke, concedeu entrevista ao jornal Voice of Europe. Ela estudou ciência política e história e é uma das críticas mais conhecidas da política migratória do país.

Anabel Schunke está ativa no Twitter e no Facebook. Segue abaixo alguns tópicos importantes da entrevista.

 

  • Como a admissão de tantos migrantes mudou seu país?

A Alemanha já não é o mesmo país em comparação com antes de 2015. Atualmente, há apenas um tópico: a crise migratória. Claro, ela também está relacionada com o debate sobre o Islã e seus “excessos”, que iremos vivenciar por anos neste país através dos imigrantes muçulmanos e aqueles outros que virão no futuro.

Isso leva a uma consequência fatal: não estamos mais falando sobre temas apropriados para uma sociedade ocidental civilizada.

Por exemplo, estou assistindo as notícias e vejo um relatório sobre a China e as últimas inovações técnicas e digitais que eles querem usar para competir com o Vale do Silício, e assim por diante.

Enquanto isso, na Alemanha, estamos discutindo sobre véus islâmicos, banindo carne de porco em cantinas e permitindo estudos islâmicos nas escolas. Estamos claramente perdendo a conexão com o topo do mundo e nos deixando para o abismo pela migração de países islâmicos. Isso não deve ser permitido em um país cujos recursos estão na educação, na diligência alemã, reconhecimento no exterior e nas inovações tecnológicas de empresas como a Siemens.

Para a Alemanha, a migração é um negócio absolutamente atrasado. Ela divide o país; desloca o discurso social do futuro para o passado medieval. A questão não é mais: como queremos viver aqui no futuro como alemães e defender nossa posição no mundo, mas como podemos torná-lo o mais confortável possível para os muçulmanos em nome da tolerância? Sem mencionar os ataques diários, o aumento dos crimes violentos e ataques sexuais.

  • De acordo com a mídia alemã, havia menos mulheres nas ruas de Hamburgo durante a festa do réveillon. Isso é um efeito dos crimes sexuais dos imigrantes?

Claro, isso é um efeito imediato do aumento maciço de ataques sexuais contra as mulheres alemãs. Você sabe, depois de cada ataque terrorista, um mantra é repetido que não vamos deixar o nosso modo de vida ser tirado de nós, que não devemos ter medo.

A verdade é que a maioria da população não quer admitir que tem medo e que não faz certas coisas por medo. O medo de ser chamado de racista é maior do que admitir que você está evitando certas pessoas e certos locais.

É a mesma coisa com o terrorismo e com os ataques sexuais em massa cometidos desde 2015 pelos migrantes. Você lê as notícias e, especialmente para nós mulheres, os muitos relatórios sobre crimes violentos e sexuais têm uma certa influência. Mais e mais mulheres têm experiências desagradáveis com migrantes do sexo masculino. Você deve imaginar que, de acordo com as estatísticas, dos mais de 1,5 milhão de migrantes, 80% são homens. Durante uma caminhada na cidade, não importa onde ou quando, você vai encontrá-los.

Os efeitos da migração agora estão moldando muitas paisagens urbanas. Agora, quase todas as mulheres experimentam olhares bastantes diferentes e os sentimentos que resultam desse encontro. É como viver sendo um gado.

  • Você ainda se sente segura como uma mulher em seu país?

Como muitas outras mulheres na Alemanha, não me sinto mais segura. O número de mulheres, que me visitam ou me enviam mensagens no Facebook sobre seus medos e experiências com imigrantes, está crescendo continuamente.

O problema é que, em vez de comunicar publicamente suas críticas ou protestar na rua contra esta política, a maioria das pessoas prefere “soluções” privadas. Você deixa de sair para algumas festas, você não se arruma mais do mesmo jeito, evita certos lugares, etc.

É cruel ver como as mulheres se mantêm em silêncio e passam despercebidas pela maioria da sociedade, enquanto grande parte da atenção da mídia também desaparece. É uma forma mais fraca do que aconteceu em muitos países islâmicos após a revitalização do islamismo conservador.

 

Com informações de: [VoE]

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