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Allan dos Santos pediu intervenção militar a assessor de Bolsonaro

Tarciso Morais

Tarciso Morais

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PF indica que Allan teria sugerido “a necessidade de uma intervenção militar”.

O tenente-coronel Mauro Cesar Barbosa Cid, chefe da Ajudância de Ordem da Presidência e assessor do presidente da República, Jair Bolsonaro, concedeu depoimento no inquérito do Supremo Tribunal Federal (STF) que apura a organização e financiamento de supostos atos antidemocráticos.

O depoimento do militar foi prestado à Polícia Federal (PF) na sexta-feira, 11 de setembro, e obtido pelo jornal Estadão.

Mauro Cid teria dito à PF que não se lembrava de “ter estabelecido” conversas com o jornalista Allan dos Santos, fundador do site Terça Livre, sobre a “necessidade de intervenção das Forças Armadas” e negou apoiar a ideia.

Os investigadores da PF, então, apontaram um mensagem que teria sido enviada por Allan dos Santos pelo WhatsApp em 31 de maio. Neste dia, grupos autodenominados “antifascistas” realizavam protestos contra o governo federal.

De acordo com o documento obtido pelo jornal, Allan enviou um link de uma reportagem ao tenente-coronel sobre os atos. No dia seguinte, 1º de junho, o militar respondeu: “Grupos guerrilheiros/terroristas. Estamos voltando para 68, mas agora com apoio da mídia”.

Foto: Reprodução/Estadão

Allan dos Santos teria replicado: “As FFAA precisam ENTRAR URGENTEMENTE”, ao que o tenente-coronel respondeu com um “Opa!”. 

Questionado sobre a declaração, Mauro Cid disse que o seu “Opa!” era “apenas uma saudação, como, por exemplo, Bom dia!”.

Em outro diálogo apresentado a Mauro Cid, datado do dia 20 de abril, a PF indica que Allan dos Santos teria sugerido “a necessidade de uma intervenção militar”. 

Em outra mensagem, datada do dia 26 de abril, Allan dos Santos teria enviado ao militar “que não via solução por vias democráticas”.

Em ambas as ocasiões, o tenente-coronel Mauro Cid respondeu ao jornalista: “já te ligo”. Durante o depoimento, ele teria dito à PF que “não acredita que realizou” as ligações.

Ainda de acordo com os documentos obtidos pelo jornal Estadão, o tenente-coronel Mauro Cid afirmou à PF que Allan dos Santos “tem um posicionamento ideológico mais radical” e negou que o presidente Jair Bolsonaro concorde com as ideias do fundador do Terça Livre.

Foto: Reprodução/Estadão
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