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Alto Comissário da ONU diz que conservadores são das “cavernas”

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Zeid Al Hussein, alto comissário da ONU para Direitos Humanos, enviou um alerta ao Brasil para o “perigo” contido no discurso de Jair Bolsonaro (PSL).

A declaração foi feita poucos dias antes de Zeid deixa seu cargo. No final desta semana, ele será substituído pela ex-presidente esquerdista chilena Michelle Bachelet.

Em sua última coletiva de imprensa nesta quarta-feira (29), em Genebra, o Alto comissário da ONU respondeu a uma pergunta da reportagem do “Estadão” sobre como ele via a popularidade do discurso adotado por Jair Bolsonaro.

Zeid Al Hussein respondeu:

Quando as pessoas estão ansiosas, quando existem incertezas econômicas, globais ou não, por conta da crise nas commodities nos últimos anos, ao dar uma resposta simplista e tocando nas emoções naturais das pessoas – e talvez olhando para uma liderança mais forte, firme – é uma combinação que é bastante poderosa.

E acrescentou:

O perigo é que isso venha às custas de um certo grupo no curto prazo e, no longo prazo, de todo o país. Temos de ser mais conscientes de exemplos históricos. Não é para dizer que o progresso humano foi fácil.

O representante das Nações Unidas aproveitou o espaço para demonstrar seu viés de esquerda e associar o pensamento conservador com o período em que o ser humano vivia em cavernas.

Eu confesso que, de muitas maneiras, não entendo o pensamento conservador. Se apenas escutássemos a isso, talvez alguns de nós ainda estivéssemos em cavernas. O progresso ocorreu porque estipulamos que todos devem ter direitos iguais.

 

Adaptado da fonte EM

Tarciso Morais

Tarciso Morais

Fundador e editor-chefe da RENOVA Mídia

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