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Amazona veta participação de grupo cristão em programa de caridade

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A Amazon barrou o proeminente grupo cristão Aliança da Defesa à Liberdade (ADF) de participar de seu programa de caridade Amazon Smile, que permite que entidades sem fins lucrativos recuperem uma pequena fração do valor gasto na Amazon por seus apoiadores.

A ADF, que se especializa na Primeira Emenda e já ganhou casos na Suprema Corte, está barrada do programa porque o grupo de esquerda Central Sulista de Direito dos Pobres (SPLC) classificou a ADF como um “Grupo de Ódio”.

“Todas as ONGs são elegíveis ao programa, desde que cumpram nosso acordo de participação”, um representante da Amazon informou ao Daily Caller News. “Como parte do acordo de participação nós informamos que a Amazon confia no SPLC e no escritório nacional de controle de divisas estrangeiras para determinar quais caridades são elegíveis.”

O acordo de participação proíbe os membros de, entre outras regras, promoverem “Odio” ou “Intolerância”.

O CEO da ADF, Michael Farris, enviou no dia 3 de Maio uma carta á Amazon, dizendo estar “surpreso e desapontado” ao descobrir que o grupo não poderia mais participar do programa. Farris criticou a Amazon por fortalecer tanto a SPLC, que ele descreveu como uma organização partidária desacreditada.

A SPLC é conhecida por rotular organizações conservadores como “Grupos de Ódio” e chamar os críticos do politicamente correto de “extremistas”. A SPLC, entre os meses de março e abril, deletou quatro artigos de seu site após ser ameaçada com processos legais devido á incorreções.

“Para que possamos nos distanciar da tomada de decisões e por não querermos ser tendenciosos, nós usamos o SPLC para estabelecer os critérios para aceitação das organizações.”, disse o representante da Amazon, que declinou em responder sobre a existência de conflito de interesses pelo fato da SPLC ser tanto responsável pelo policiamento do programa Smile e também participar do mesmo.

Diferentemente da ADF, grupos islâmicos extremistas são permitidos no programa Smile, o que inclui o Centro Islâmico de Jersey City, cujo Iman chamou os Judeus de “macacos e porcos” e pediu a ajuda de Allah para matar “até o último deles”, de acordo com a Liga Anti Difamação.

A Sociedade Islamica da América do Norte (ISNA) faz parte do programa, apesar de uma decisão em corte federal de 2009 informando que o Governo Americano tem ampla evidência de ligações do grupo com a organização terrorista Palestina “Hammas”.

Com nomenclatura similar, o Círculo Islamico da América do Norte (ICNA) também é membro do programa Amazon Smile. O ICNA promove o estabelecimento do Califado Islamico e possui ligações com o grupo político radical Paquistanês “Jamaat-e-Islami. A ADL critica o ICNA por servir de plataforma para extremistas.

A Amazon declinou de comentar sobre a elegibilidade de organizações individuais mas enfatizou a diversidade dos mais de um milhão de participantes.

O representante da Amazon pontuou grupos como o NRA (National Rifle Association), onde a empresa vem sendo pressionada para remover por grupos de esquerda. Até o momento a entidade sobre direito ao porte de arma ainda faz parte do programa mas sua permanência fica á cargo do SPLC.

“Nós removemos as entidades que o SPLC considera inelegíveis”, segundo o representante da empresa.

O Daily Caller identificou várias ramificações da “Nação do Islã”, que o SPLC reconhece como abertamente anti-Semita, participando do Amazon Smile.

A matriz da Nação do Islã em Nova Iorque, por exemplo, é elegível para doações através do Amazon Smile.

Usuários também podem doar para a Mesquita de Mohamed n24, um braço da Nação do Islã localizado em Richmond, VA. O grupo advoga pelo nacionalismo negro e é claro sobre sua filiação á Nação do Islã.

Um afiliado da Nação do Islã em Springfield, Mass, também está participando do programa. Este grupo culpa os Judeus na mídia por “crucificarem” pessoas negras proeminentes, incluindo Bill Cosby e Michael Jackson.

O CEO da ADF descreve a SPLC como “uma ONG desacreditada que completa seus cofres cada vez mais cheios atacando veteranos, Católicos, Muçulmanos contra o terrorismo e até Freiras”.

“A SPLC não é um guardião neutro do programa. Ao invés disto, ela arrecada dinheiro difamando pessoas e organizações que discordam de sua posição. A ADF é uma das entidades mais respeitadas e bem sucedidas em processos na Suprema Corte, trabalhando para preservar nossos direitos fundamentais de religião, liberdade de expressão e consciência para pessoas de todos os tipos.”

Quando questionado se a Amazon considera a SPLC imparcial, o representante da empresa disse “ Eu não posso falar sobre isto. É a organização que foi, de certa forma, quando o programa começou, uma forma de permitir que os clientes pudessem doar ás organizações próximas á eles. É, eu não sei. Não posso falar sobre isto”.

 

Matéria traduzida e adaptada do The Daily Caller pelo voluntário Daniel Silva

Tarciso Morais

Tarciso Morais

Fundador e editor-chefe da RENOVA Mídia

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