América Central ignora campanha dos EUA contra imigração ilegal

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América Central ignora campanha dos EUA contra imigração ilegal
TARCISO MORAIS
TARCISO MORAIS
Fundador e editor-chefe da RENOVA Mídia.

Pobreza extrema, falta de oportunidades e violência de gangues levam moradores de El Salvador, Honduras e Nicarágua a tentar fazer a travessia ilegalmente rumo aos Estados Unidos.


A campanha de mensagens dos Estados Unidos para combater a imigração ilegal passou em grande parte despercebida pelos moradores da América Central.

Nove outdoors na região montanhosa do oeste da Guatemala, pagos pelo governo de Donald Trump, alertam os migrantes em potencial sobre os perigos da viagem ao norte. As autoridades disseram que também colocaram anúncios em rádio e televisão com avisos adicionais, a um custo total de cerca de US$750 mil.

Em toda a Guatemala, Honduras e El Salvador, o governo norte-americano está gastando cerca de US$ 1,3 milhão na campanha.

Entrevistas com mais de uma dúzia de pessoas na maior cidade do planalto guatemalteco e em várias cidades pequenas, porém, mostraram que poucos moradores viram ou ouviram as advertências. Muitas das pessoas entrevistadas disseram que, de qualquer maneira, não seriam persuadidas a ficar.

Uma campanha de mensagens paralela e muito mais poderosa feita pelos traficantes de pessoas está ressoando de boca em boca.

Moradores disseram que veem propagandas diárias dos contrabandistas, ou coiotes, que prometem levá-los aos Estados Unidos. Em pelo menos uma estação de rádio comunitária de Quetzaltenango, os traficantes oferecem regularmente transporte e ajuda para financiar as viagens dos migrantes para o norte.

 

Adaptado da fonte Gazeta do Povo

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