Área de cultivo de coca na Colômbia alcança seu maior nível em 2017

A área de cultivo de coca na Colômbia expandiu 11% em 2017, alcançando 209.000 hectares, em seu mais elevado nível histórico.

As informações foram divulgadas nesta segunda-feira (25) o Gabinete Nacional de Controle de Drogas (ONDCP, na sigla em inglês) americano.

No mesmo período, a capacidade de produção de cocaína na Colômbia teria aumentado 19%, afirmou a entidade, passando de uma estimativa de 772 toneladas métricas em 2016 para 921 toneladas métricas no ano seguinte.

Em nota oficial, o subdiretor da ONDCP, Jim Carroll, apontou que “a mensagem do presidente Trump à Colômbia é clara: o crescimento recorde da produção de cocaína tem que ser revertido”.

Na visão do alto funcionário americano, “o governo da Colômbia deve se esforçar mais para fazer frente a este aumento” da área de cultivo da coca e a capacidade de produção de cocaína.

De acordo com o ONDCP, o aumento da capacidade de produção de cocaína na Colômbia se “relaciona diretamente” com um aumento do consumo da droga nos Estados Unidos.

Isso se associa a “um número maior de casos de overdose e de violência no comércio da droga”.

O vice-presidente dos Estados Unidos, Mike Pence, conversou por telefone nesta sexta-feira (22) com o presidente eleito da Colômbia, Iván Duque, para parabenizá-lo por sua vitória nas eleições e também para cobrar empenho nas ações antidrogas.

De acordo com a Casa Branca, na ligação, Pence reforçou a Duque “a necessidade de se mover de forma decisiva para cortar a produção e o tráfico de drogas”.

Apesar de um brutal enfrentamento de anos com grupos narcotraficantes, a Colômbia continua sendo o principal produtor mundial de cocaína, um aspecto crucial e doloroso da relação do país com os Estados Unidos.

 

Com informações de BOL
Tarciso Morais
Tarciso Morais
Fundador e editor-chefe da RENOVA Mídia