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Argentina apresenta plano de cortes de gastos do governo

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O ministro da Fazenda da Argentina, Nicolas Dujovne, anunciou nesta sexta-feira (1) um plano de “redução e controle de gastos” na Administração Pública Nacional.

O projeto inclui um freio com custos de pessoal por dois anos e a venda de automóveis do governo, entre outras medidas de impacto simbólico.

‘Os privilégios do setor público precisam terminar. Temos que dar o exemplo, temos que reduzir o custo’, disse Dujovne.

Acompanhado pelo ministro de Modernização, Andrés Ibarra, o ministro da Fazenda disse que as medidas visam “gerar mais economia”.

‘Em termos de poupança [seria] 20 bilhões de pesos (aproximadamente US$ 800 milhões) por ano. Dividido pela população, é um valor relevante. São menos gastos para reduzir o déficit ou para priorizar outras despesas de maior impacto como, por exemplo, o gasto social ou de infraestrutura’, declarou.

De acordo com informações do Valor Econômico:

Dujovne destacou o conceito de “reforma permanente” no governo argentino. Segundo ele, este plano “não é o começo, porque tem trabalhado por um longo tempo. Também não é o fim, e sim mais um passo”.

Em meio a uma crise cambial que desvalorizou o peso argentino em 21,5% frente ao dólar somente no último mês de maio, o governo do presidente Mauricio Macri negocia uma linha de crédito “stand-by” com o Fundo Monetário Internacional (FMI), que deve exigir avanços no controle orçamentário do país.

Segundo informações da imprensa argentina, o empréstimo do FMI deve girar entre US$ 20 bilhões e US$ 30 bilhões.

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