OPINIÃO | A arma da grande mídia para impor o desarmamento

Eles fingem se preocupar com as vítimas para levar as ideias adiante.

Na última quarta-feira (14/02), um homem entrou na escola onde estudou, na Flórida, feriu 15 pessoas e matou pelo menos 17, número de vítimas maior do que no massacre de Columbine, o mais famoso da história dos EUA. Enquanto a população e a família estão em choque com a tragédia, a grande mídia aproveita para impor a narrativa do desarmamento.

Aqui no Brasil, as primeiras notícias começaram a sair e coincidiram com o horário do Globo News em Pauta, programa que tem o foco em transmitir os assuntos mais importantes do dia, contando com as opiniões dos “especialistas” Guga Chacra, Jorge Pontual e Sandra Coutinho, por exemplo. Deste trio, quem estava no ar na edição da tarde de quarta era Sandra e, conhecendo a jornalista, fica fácil imaginar o uso que ela fez do acontecido durante o programa. Sempre que possível, ela ou um dos seus colegas se esforçava para colocar a culpa nas armas e na facilidade encontrada para comprá-las nos EUA.

Este caso serviu como exemplo por ser o mais recente, mas em qualquer massacre com armas de fogo que não envolva muçulmanos (nestes eles preferem não se precipitar) a história é a mesma: armas são más e só o desarmamento pode nos salvar.

Mesmo com esta tentativa de imposição da ideia, a mídia esquerdista se recusa a falar sobre o “sucesso” do desarmamento nos países que o adotam em comparação com países alto índice de porte de arma legalizado. Para usar um exemplo rápido, basta olhar para a diferença entre Brasil x EUA. Aqui, temos 200 milhões de habitantes e uma média de 60 mil homicídios por ano. Lá, são mais de 300 milhões de pessoas e pouco mais de 17 mil homicídios/ano. Para tentar compensar, algumas pesquisas muito mal-intencionadas tentam colocar o Brasil como um dos países com maior circulação de armas entre a população civil, sem esclarecer que a esmagadora maioria delas está nas mãos de marginais.

Mas, novamente, para a Globo News e suas parceiras de ideologia isto não importa. Quando o assunto é arma de fogo, vale tentar provar ligação do marginal com Bolsonaro ou Trump, vale falar que ele supostamente conseguiu a arma em uma mercearia na esquina de casa e vale lembrar das dezenas de ataques com armas de fogo nos EUA. Só não pode ser dito que os estados americanos que mais sofrem com a criminalidade são justamente aqueles com maior controle de armas e que os ataques acontecem, em sua grande maioria, nas gun free zones (zona livre de armas), onde, obviamente, é proibido entrar armado.

OK, talvez seja exagero cobrar um pouco de lógica do mundo real justamente da esquerda, afinal é sabido que esta não tem um apreço muito forte pela primeira. Mas, quando se trata da imprensa, é inadmissível que informações importantes sejam omitidas em nome da ideologia. Seja a naturalidade do marginal ou terrorista em casos específicos, como no ataque a uma boate na Flórida; seja um detalhe importante da localidade onde o ataque aconteceu, podendo-se usar o mesmo caso como exemplo, já que era uma zona livre de armas; seja não divulgando dados como a diferença do número de assassinatos em países com e sem o desarmamento da população, a mídia faz questão de deixar a Verdade de lado e passa a lutar para que a sua verdade passe a ser aceita.

 

Terceiro artigo de João Guilherme no projeto Voluntários RENOVA.

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Tarciso Morais
Tarciso Morais
Fundador e editor-chefe da RENOVA Mídia

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