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Arthur Weintraub mantém defesa do tratamento precoce

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“Acho inaceitável ouvir que não existe nenhum tratamento para o vírus”, diz Weintraub.

O ex-assessor da Presidência da República, Arthur Weintraub, reafirmou, nesta quinta-feira (10), que o governo não criou um “gabinete paralelo” em meio à pandemia de coronavírus.

Em entrevista ao programa “Pânico”, da rádio Jovem Pan, Weintraub voltou a defender o tratamento precoce contra a Covid-19:

“Assim que a Covid chegou ao Brasil, em março de 2020, meu irmão Abraham Weintraub nos trouxe a informação de que milhões de brasileiros poderiam morrer devido à doença. Diante do cenário, tentamos fazer algo. Como pesquisador, acho inaceitável ouvir que não existe nenhum tratamento para o vírus ou o Ministério da Saúde aconselhando cidadãos a procurarem os hospitais apenas quando a doença tivesse evoluído. Por isso, comecei a estudar. Não sou médico, mas consigo ler um artigo científico de medicina e compreender a metodologia, os resultados. Nestas pesquisas, entrei em contato com médicos que atuavam na linha de frente e passaram a me enviar informações sobre medicamentos que poderiam ser eficazes contra a Covid-19.”

Questionado pela bancada do programa se mantém o apoio ao uso da cloroquina, Weintraub reiterou que segue com a mesma opinião de quando integrou o governo de Jair Bolsonaro:

“É inaceitável ver um monte de gente morrendo e ouvir que nada pode ser feito. Por isso que, pessoalmente, mantenho o posicionamento científico que adotei na época. Entendo que existem estudos apontando resultados positivos do remédio e outros apontando resultados negativos. Defendo que receitar ou não a cloroquina é uma escolha individual do médico e de seu paciente.” 

O ex-assessor ainda reforçou que está sendo atacado na CPI da Pandemia por ter exercido seu papel como assessor, repassando informações médicas a Bolsonaro:

“Até setembro de 2020, quando deixei o país, eu entreguei todos os estudos dos médicos ao presidente. Dizia: ‘Presidente, existe um possível tratamento precoce para a Covid-19. Sua eficácia não está comprovada porque não houve tempo suficiente de fazer estudos longos’. Fiz de tudo para auxiliar o governo e exerci meu papel como assessor ao repassar informações, positivas e negativas, a Bolsonaro. Ele pegava estas informações e atuava como entendia melhor.”

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