As relações de Lula com o filho do ditador de Guiné Equatorial

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Lula e Teodoro Obiang Nguema Mbasogo
Tarciso Morais
Tarciso Morais
Fundador e editor-chefe da RENOVA Mídia.

Teodoro Obiang Mang estava na comitiva que teve as bagagens apreendidas pela Polícia Federal no aeroporto de Viracopos, em Campinas.


O filho do ditador da Guiné Equatorial, que estava na comitiva do país que teve bagagens apreendidas no aeroporto de Viracopos, em Campinas, no sábado (15), já teve relações com o ex-presidente Lula (PT).

As investigações da 14ª fase da operação Lava Jato, deflagrada em junho de 2015, mostram relação do petista Lula com executivos da OAS e o suposto lobby do ex-presidente em favor das construtoras brasileiras em países da África e da América Latina. Entre as partes envolvidas no esquema, estariam empresas da Guiné Equatorial.

Além de filho de ditador, Teodoro Obiang Mangue ocupa o posto de vice-presidente do país. Ele é filho de Teodoro Obiang Nguema, que comanda o país há quase quatro décadas.

Com a comitiva foram encontrados US$ 1,4 milhão e 20 relógios cravejados de diamantes, avaliados em US$ 15 milhões.

Delegação de Guiné Equatorial chegou em aeronave do governo ao aeroporto de Campinas (SP), mas não estava em missão oficial. Foram apreendidos em uma mala US$ 1,4 milhão e R$ 55 mil. Em outra mala, cerca de 20 relógios avaliados em US$ 15 milhões.

Segundo informações do R7:

Em 2015, na época da operação, a PF avaliou mensagens telefônicas que apontavam também que Teodorín teria sido o responsável por patrocinar o carnaval da escola de samba Beija-Flor, oferecendo R$ 10 milhões da Guiné Equatorial.

Os integrantes do voo vindo de Malabo, capital da Guiné Equatorial, tentaram desembarcar sem passar pela inspeção aduaneira, alegando que as malas do vice-presidente eram resguardas pela Convenção de Viena, que impede a violação de bagagem diplomática. Após 4 horas de negociações, com a intermediação do Ministério das Relações Exteriores, a comitiva africana finalmente cedeu e entregou a chave das 19 malas para as autoridades brasileiras.

Segundo as investigações, Augusto Cesar Uzêda (Cesar Uzêda), ex-diretor superintendente da OAS Internacional, diz, em 29 de agosto de 2012, “estamos viabilizando o carnaval dele, Todorim que que [sic] ele faça o melhor carnaval da história do Ylê (acho que é briga no quilombo)”.

Em outra mensagem, em seguida, Uzêda complementa “estamos trabalhando para dividir o custo do carnaval dele com as empresas brasileiras que atuam na Guiné”.

Convenientemente, ficamos sabendo que, em um ponto importante da campanha eleitoral, o Partido dos Trabalhadores (PT) está passando por dificuldades financeiras, chegando ao ponto de parte da militância interromper o trabalho.

A história contada pela comotiva de Guiné Equatorial para justificar a entrada do dinheiro – de forma ilegal – em território brasileiro é um pouco confusa.

Segundo O Antagonista, o vice-presidente disse que veio ao Brasil para “tratamento médico” – em Brasília – e que seguiria para Singapura, em viagem oficial.

Filho de ditador africano com conexões dentro do PT, inclusive com contato direto com o ex-presidente Lula, entra no Brasil com milhões em dinheiro e em jóias com Brasília como destino.

Tudo isso no momento em que o país passa pela eleição presidencial mais importante da sua história.

Um tanto quanto simbólico.

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