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Associação de delegados da PF acusa Guedes de ódio contra servidores

Tarciso Morais

Tarciso Morais

Em NY, Guedes fala sobre os novos rumos da economia
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A associação classificou a declaração do ministro Guedes “como assediante e desestimuladora”.

A Associação Nacional dos Delegados da Polícia Federal (PF) reagiu à declaração do ministro da Economia, Paulo Guedes, durante palestra na Escola Brasileira de Economia e Finanças da Fundação Getúlio Vargas (FGV EPGE).

Em discurso no evento, nesta sexta-feira (7), Guedes criticou o reajuste anual dos salários dos servidores e argumentou que a máquina pública, nas três esferas de governo, não se sustenta financeiramente por questões fiscais.

“O hospedeiro está morrendo, o cara virou um parasita, o dinheiro não chega no povo e ele quer aumento automático”, disse o ministro, como noticiou a RENOVA.

Em nota, a Associação da PF diz repudiar não apenas o termo, como a estratégia sistemática de apontar os servidores públicos do Brasil como culpados dos problemas nacionais:

“Qualquer manual básico de gestão consideraria a declaração do Ministro como assediante e desestimuladora. Trata-se de uma verdadeira tragédia acompanhar reiterados ataques daquele que deveria estimular o bom funcionamento da máquina pública. Paulo Guedes, com suas falas, parece nutrir ódio crescente pelos agentes públicos. E com ódio nada se constrói.”

Segundo o site UOL, delegados da PF acrescentam:

“Não bastasse a ofensa, o Ministro desinforma e confunde a sociedade ao afirmar que servidores públicos têm reajustes salariais automáticos e acima da inflação. A última negociação salarial para a maioria do serviço público federal se deu há mais de quatro anos e apenas repôs parte da inflação até então. No caso específico da Polícia Federal, há perdas inflacionárias desde o ano de 2016. Cada centavo de correção inflacionária decorre de extenuantes e prolongadas negociações com os governos, da mesma maneira que costuma ocorrer na iniciativa privada entre patrões e empregados.”

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