Astrônomos descobrem uma nova região da Via Láctea

COMPARTILHE

Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no pinterest
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no reddit
Compartilhar no email

Astrônomos espanhóis batizaram a descoberta de “Esporão de Cefeu”.

O mapa estelar mais preciso da Via Láctea de que se tem registro foi apresentado recentemente com base em observações do telescópio Gaia, da Agência Espacial Europeia.

Na imagem, podem ser vistos com clareza três dos grandes braços espirais de estrelas que constituem a nossa galáxia: 

  • Orion, onde se encontra o sistema solar;
  • Perseu, localizado na borda externa da galáxia;
  • Sagitário, em direção ao centro da Via Láctea. 

No entanto, durante a pesquisa, o grupo de cientistas do Centro de Astrobiologia da Espanha (CAB), liderado por Michelangelo Pantaleoni González e Jesús Maíz Apellániz, descobriu uma estrutura oculta.

Os pesquisadores espanhóis chamaram a descoberta de “Esporão de Cefeu”.

A faixa de pontos amarelos, que fica entre o braço de Orion (azul claro) e o de Perseu (Vermelho), é o esporão de Cefeu. 

Ao comentar sobre o Esporão de Cefeu, Pantaleoni declarou:

“No mapa galáctico que traçamos, que é a atualização do catálogo ALS (de Alma Luminous Stars) e tem 20 mil objetos celestes classificados, se observa uma superdensidade de estrelas em um espaço que antes estava aparentemente vazio.”

O novo esporão é composto por estrelas azuis maciças, chamadas de estrelas OB pelos astrofísicos.

Estas estrelas são as maiores, mais raras e de temperatura mais elevada da galáxia. 

Dos estimados 400 bilhões de estrelas na Via Láctea, menos de uma em 1 milhão é uma estrela OB. 

Pantaleoni disse que as estrelas OB têm vidas extremamente curtas:

“Algumas delas mal chegam a viver alguns milhões de anos, 5 mil vezes menos do que o Sol viverá. Isso significa que não podem ter mudado muito sua posição na galáxia. Quase sempre as encontramos perto das regiões de formação estelar, onde a galáxia está ativa, está viva.”

O pesquisador completou:

“O novo esporão mostra como se dá a produção de novos elementos e como a matéria é reciclada no universo. Em última análise, está diretamente relacionado à formação de planetas em outras estrelas e à base química da vida.”

TÓPICOS

COMPARTILHE

Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no pinterest
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no reddit
Compartilhar no email

Newsletter

Receba as principais notícias do dia, assine nossa newsletter gratuita.