Áustria, Alemanha e Itália querem reduzir a zero a imigração ilegal

COMPARTILHE

Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no pinterest
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no reddit
Compartilhar no email

Os governos da Áustria, Alemanha e Itália acertaram nesta quinta-feira (12) uma intensa cooperação para reduzir “possivelmente a zero” a imigração ilegal para a União Europeia (UE).

A decisão foi tomada na cidade de Innsbruck, no oeste da Áustria, onde acontece um conselho de ministros da Justiça e Interior da União Europeia.

“As coisas são relativamente simples: nós três concordamos que queremos colocar ordem em um âmbito onde durante muito tempo reinou certa desordem”, disse o ministro do Interior da Áustria, o direitista Herbert Kickl, depois de se reunir com seus colegas da Itália e Alemanha antes do conselho.

Trata-se de “enviar uma clara mensagem que no futuro não deverá ser possível pisar em solo europeu se não tiver direito a proteção”, acrescentou.

A fim de avançar rapidamente “neste projeto de frear ao máximo a imigração e levá-la para zero”, será organizada uma reunião dos três países em nível técnico no próximo dia 19, em Viena, afirmou o ministro austríaco.

Já o ministro e vice-presidente italiano, Matteo Salvini, disse que a partir de agora, os três países trabalharão para reduzir “as partidas (de fora da Europa para a Europa), desembarques e mortes (no Mediterrâneo)”.

Com isso, a Itália, que “não deve continuar sendo o único ponto de chegada” de refugiados, espera uma “redução dos problemas, dos custos econômicos e sociais de uma imigração que não estamos em condições de seguir apoiando”, acrescentou.

Da mesma forma que seus colegas, Salvini, líder do partido direitista Liga, se mostrou satisfeito com o resultado da “boa conversa” mantida e a cooperação acordada, “que não seria possível há um ou dois anos”.

Ele defendeu dar mais apoio às autoridades da Líbia para impedir que as pessoas deixem seu território para a Europa e mudar a legislação internacional que regulamenta o salvamento marítimo de refugiados no Mediterrâneo.

O governo italiano agora espera que a “UE finalmente esteja em condições de proteger suas fronteiras externas e reduzir os fatores de risco”, afirmou.

O ministro alemão, o conservador Horst Seehofer, ressaltou que “a questão de quem recebe asilo na Europa” não deve ser decidida por traficantes de pessoas, mas pelos “governos eleitos democraticamente”.

“Isto nos une completamente e agora esperamos com atenção uma conversa com o comissário (europeu de Imigração, Dimitris) Avramopoulos, que nos dirá como a Comissão (Europeia) abordará” a nova postura na política de imigração.

Os três ministros realizaram uma reunião trilateral hoje, antes de participarem com o restante do grupo dos Vinte e Oito em um Conselho informal na cidade de Innsbruck, capital do Tirol austríaco, centrado na questão migratória.

 

Com informações da EFE

TÓPICOS

COMPARTILHE

Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no pinterest
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no reddit
Compartilhar no email

Newsletter

Receba as principais notícias do dia, assine nossa newsletter gratuita.