Áustria, Alemanha e Itália querem reduzir a zero a imigração ilegal

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Os governos da Áustria, Alemanha e Itália acertaram nesta quinta-feira (12) uma intensa cooperação para reduzir “possivelmente a zero” a imigração ilegal para a União Europeia (UE).

A decisão foi tomada na cidade de Innsbruck, no oeste da Áustria, onde acontece um conselho de ministros da Justiça e Interior da União Europeia.

“As coisas são relativamente simples: nós três concordamos que queremos colocar ordem em um âmbito onde durante muito tempo reinou certa desordem”, disse o ministro do Interior da Áustria, o direitista Herbert Kickl, depois de se reunir com seus colegas da Itália e Alemanha antes do conselho.

Trata-se de “enviar uma clara mensagem que no futuro não deverá ser possível pisar em solo europeu se não tiver direito a proteção”, acrescentou.

A fim de avançar rapidamente “neste projeto de frear ao máximo a imigração e levá-la para zero”, será organizada uma reunião dos três países em nível técnico no próximo dia 19, em Viena, afirmou o ministro austríaco.

Já o ministro e vice-presidente italiano, Matteo Salvini, disse que a partir de agora, os três países trabalharão para reduzir “as partidas (de fora da Europa para a Europa), desembarques e mortes (no Mediterrâneo)”.

Com isso, a Itália, que “não deve continuar sendo o único ponto de chegada” de refugiados, espera uma “redução dos problemas, dos custos econômicos e sociais de uma imigração que não estamos em condições de seguir apoiando”, acrescentou.

Da mesma forma que seus colegas, Salvini, líder do partido direitista Liga, se mostrou satisfeito com o resultado da “boa conversa” mantida e a cooperação acordada, “que não seria possível há um ou dois anos”.

Ele defendeu dar mais apoio às autoridades da Líbia para impedir que as pessoas deixem seu território para a Europa e mudar a legislação internacional que regulamenta o salvamento marítimo de refugiados no Mediterrâneo.

O governo italiano agora espera que a “UE finalmente esteja em condições de proteger suas fronteiras externas e reduzir os fatores de risco”, afirmou.

O ministro alemão, o conservador Horst Seehofer, ressaltou que “a questão de quem recebe asilo na Europa” não deve ser decidida por traficantes de pessoas, mas pelos “governos eleitos democraticamente”.

“Isto nos une completamente e agora esperamos com atenção uma conversa com o comissário (europeu de Imigração, Dimitris) Avramopoulos, que nos dirá como a Comissão (Europeia) abordará” a nova postura na política de imigração.

Os três ministros realizaram uma reunião trilateral hoje, antes de participarem com o restante do grupo dos Vinte e Oito em um Conselho informal na cidade de Innsbruck, capital do Tirol austríaco, centrado na questão migratória.

 

Com informações da EFE

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