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Banco de alimentos define regra para atendimento exclusivo de alemães

Tarciso Morais

Tarciso Morais

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Um banco de alimentos da cidade de Essen, no oeste da Alemanha, parou de aceitar novas inscrições de estrangeiros depois que os migrantes se tornaram gradualmente a maioria dos beneficiados.

A chanceler alemã, Angela Merkel, opinou negativa sobre a decisão: “Não se deve classificar as pessoas desse jeito”. Mas, a decisão foi celebrada por boa parte dos cidadãos da cidade, principalmente os idosos.

A alegria é justificável. Três anos após a Alemanha abrir as portas para mais de um milhão de refugiados, boa parte do fardo da integração dos recém chegados coube aos mais pobres. Eles precisam concorrer pela habitação subsidiada, vagas nas escolas e, no caso do banco de alimentos, uma refeição gratuita.

Muitos dos alemães fazendo fila do lado de fora do banco de alimentos numa manhã recente classificaram a decisão como heroica.

Até recentemente, grupos de jovens refugiados muitas vezes vezes furavam fila com truculência, disse Peggy Lohse, 36 anos, mãe solteira de três filhos.

A alemã também disse ter voltado para casa de mãos vazias mais de uma vez. Algumas mulheres mais velhas se sentiram tão intimidadas que pararam de vir, disse ela.

Marianne Rymann, 62 anos, também na fila, declarou:

Trabalhamos e pagamos impostos nesse país: foram nossos pais que o construíram. Como é que nós ficamos sem nada e os recém-chegados recebem tudo de que precisam?

 

Com informações de: [Estadão]
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