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Banqueiros querem demissão de reitor da UFRJ para financiar Museu Nacional

Tarciso Morais
Tarciso Morais
Fundador e editor-chefe da RENOVA Mídia

Os banqueiros que estiveram com o presidente Michel Temer nesta quarta-feira (05) foram claros: dinheiro para a reconstrução do Museu Nacional só será oferecido, se o reitor psolista da UFRJ, Roberto Leher, for demitido.

Os banqueiros acham que o reitor – que também é fundador do PSOL – não tem competência para tocar um projeto tão importante.

Estavam presentes no encontro, além do presidente da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Murilo Portugal, os comandantes do Banco do Brasil, do Itaú Unibanco, do Bradesco, da Caixa Econômica Federal, do Santander, do BTG Pactual e do Safra.

Foi uma conversa amigável, mas firme. Os banqueiros não aceitam rasgar dinheiro. E, conforme reportado ao longo dos últimos dias pela Renova Mídia, o reitor Roberto Leher não é a pessoa mais adequada para administrar esta empreitada.

Para os banqueiros, o ideal seria entregar a administração do Museu Nacional a uma Organização Social (OS), o que o comando da UFRJ repudia, pois considera esse modelo uma espécie disfarçada de privatização.

A maior preocupação da UFRJ nos últimos anos foi inchar seu quadro de pessoal. Tornou-se uma grande cabide de emprego, que consome mais de 80% do orçamento.

Sem dinheiro para outras atividades, o patrimônio sob gestão da universidade está se deteriorando. O quadro mais dramático é o do Museu Nacional destruído por um incêndio no domingo (02).

Adaptado da fonte Correio Braziliense

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