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Batalha de Los Angeles: OVNIs causam pânico na Califórnia

Batalha de Los Angeles: OVNIs causam pânico na Califórnia

No auge da 2ª Guerra Mundial, militares dos EUA dispararam milhares de munições antiaéreas contra OVNIs no céu de Los Angeles.

Após o ataque do Japão contra Pearl Harbor, no Havaí, em 7 de dezembro de 1941, o nervosismo da guerra varreu a cidade de Los Angeles, nos Estados Unidos

Durante todo o ano de 1942, sirenes de ataques aéreos, holofotes e armas antiaéreas estavam posicionados em vários locais da cidade do Estado da Califórnia

Apagões elétricos e exercícios militares eram situações comuns para os cidadãos norte-americanos.

Dessa forma, em 23 de fevereiro de 1942, um submarino do Japão bombardeou instalações de petróleo em Ellwood, no norte de Santa Bárbara, uma cidade no centro da costa californiana.

O pânico se espalhou pela Califórnia. Os japoneses nunca estiveram tão perto. A Segunda Guerra Mundial estava chegando ao território norte-americano.

Em um artigo publicado no ano de 1992, no jornal Los Angeles Times, o repórter Jack Smith relatou o que aconteceu nos dias seguintes. O evento ficou conhecido como a “Batalha de Los Angeles”.

Traduzimos trechos do artigo. Você pode conferir logo abaixo. O relato é impressionante:

“Foi na noite de 25 de fevereiro de 1942 que Los Angeles sofreu o ‘Grande Ataque Aéreo de Los Angeles’. Foi uma noite em que aparentemente os medos de todos foram realizados — o Japão trouxe a guerra para a América continental e Los Angeles era o alvo.

O Grande Ataque Aéreo começou às 2:25 da manhã naquela noite clara e enluarada, quando o Exército dos EUA anunciou a aproximação de aeronaves hostis, e o sistema de alerta de ataques aéreos da cidade entrou em ação pela primeira vez na guerra.

De repente, a noite foi rasgada por sirenes. Holofotes varreram o céu. As equipes de armas antiaéreas nos postos do exército ao longo da costa começaram a bombear contra o luar. (Ao longo de todo o episódio, 1.433 munições foram disparadas).

Milhares de sentinelas voluntários caíram de suas camas e pegaram suas botas e capacetes e correram para a noite. Dezenas de milhares de cidadãos, despertados pelo toque de sirenes e pelo estalo das munições antiaéreas, saltaram da cama e, sem prestar atenção aos regulamentos dos apagões elétricos, começaram a acender as luzes. Foi um pandemônio.

Embora nenhuma bomba tenha sido lançada contra a cidade, ela não escapou ao batismo de fogo sem baixas, incluindo cinco fatalidades. Três moradores foram mortos em acidentes de automóvel enquanto os carros corriam loucamente no blecaute. Dois outros morreram de ataques cardíacos.

Exultação estava no ar. A cidade sentiu seu primeiro gosto da guerra com bravura. Foi emocionante. Mas a exultação se transformou em vergonha no dia seguinte, quando o secretário da Marinha disse que não houve ataque aéreo. Nenhum avião inimigo. Foi apenas um caso de nervosismo.

O constrangimento virou indignação. O exército foi acusado de atirar no céu vazio. O xerife ficou particularmente envergonhado. Ele ajudou bravamente o FBI a reunir vários enfermeiros e jardineiros japoneses que supostamente foram pegos no ato de sinalizar aos aviadores inimigos.

O Secretário de Guerra tentou minimizar a situação dizendo que, embora não houvesse aeronaves inimigas no ar, acreditava-se que 15 aviões comerciais pilotados por “agentes inimigos” haviam atravessado a cidade. Embora ninguém acreditasse nessa mentira grosseira, a maioria concordou com o secretário que “é melhor estar alerta demais do que não suficientemente alerta”.

No final da guerra, um documento do Exército explicou o que havia acontecido:

(1) numerosos balões meteorológicos foram lançados sobre a área naquela noite. Eles carregavam luzes para fins de rastreamento, e esses “balões acesos” eram confundidos com aeronaves inimigas;

(2) explosões de projéteis antiaéreos iluminados por holofotes foram confundidas pelas equipes de terra por aeronaves inimigas.

Os japoneses, depois da guerra, declararam que não haviam pilotado aviões sobre Los Angeles naquela data. Mesmo assim, foi uma noite gloriosa e recomendo sua memória àqueles que pensam que Los Angeles não tem história.”

Intitulado “Atos impressionantes de bravura que sobreviverão à infâmia”, o artigo completo do jornalista Jack Smith pode ser lido AQUI.

No dia 26 de fevereiro de 1942, um dia após o ataque, o jornal Los Angeles Times publicou uma reportagem com a foto abaixo. A autoria da imagem é desconhecida.

Imagem: Reprodução/LA Times

A versão retocada da foto acima é a imagem icônica que circulou em jornais do mundo todo na época.

Imagem: Reprodução/LA Times

Na década de 1940, era comum os jornais usarem artistas para retocar as imagens devido à baixa qualidade de captação.

Esta abaixo é a capa original do jornal norte-americano LA Times sobre a “Batalha de Los Angeles”. De acordo com o título da matéria, os pequenos pontos no céu são as explosões das baterias antiaéreas.

Imagem: Reprodução/LA Times

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