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Batalha entre Hungria e George Soros continua firme

O primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, promove campanhas contra o bilionário Soros, conhecido por financiar organizações de valores globalistas e progressistas pelo mundo.

Viktor Orbán, o líder conservador do país, culpa o magnata judeu George Soros, também de origem húngara, por conduzir o foco da União Europeia contra a Hungria, após o governo se posicionar contra as políticas migratórias impostas pela organização aos Estados membros.

Orbán já demonstrou em várias outras ocasiões seu repúdio contra as ideologias propagadas por Soros.

Do ponto de vista do governo da Hungria, Soros é visto como o responsável pela crescente crise migratória que assola o continente europeu.

No entanto, para a União Europeia, a questão dos imigrantes ilegais é um assunto de extrema importância e o grupo está disposto a impor penalizações aos países membros que não aceitem fazer parte da estratégia.

Não apenas a Hungria, mas também Polônia e RepúblicaCheca já foram acionadas na Suprema Corte Europeia por rejeitarem cota de migrantes imposta pela UE.

De acordo com informações do El País, a história entre Viktor Orbán e George Soros é relativamente antiga.

Mas o político, de 54 anos, e o milionário, de 86, nem sempre foram antagonistas. Em 1990, quando Orbán era um jovem de cabelo comprido e passional discurso anticomunista, recebeu uma das bolsas do fundo de Soros para estudar em Oxford. Naquela época, a Open Society Foundations, além das ajudas de estudo, alimentava organizações civis e grupos da imprensa em uma Hungria que acabava de derrubar a ditadura comunista e tentava cimentar a recém-inaugurada democracia em que Orbán debutava.

As coisas mudam. E apesar do multimilionário viver nos Estados Unidos há décadas, o primeiro-ministro parece considerar Soros, que ficou rico graças à especulação, seu verdadeiro opositor. O populista Orbán transformou em alvos o magnata e seus projetos na Hungria.

O artigo continua citando medidas tomadas pelo líder da Hungria para combater a influência de Soros no país: lei para diminuir influência das ONGs financiadas com capital estrangeiro, tentou fechar prestigiada instituição de ensino financiada com capital de Soros e colocou as agências de inteligência do país para desmascarar o bilionário esquerdista.

Do ponto de vista de Orbán, a batalha contra Soros não está relacionada apenas com questões políticas, mas tem um profundo cunho religioso.

Nos últimos meses de 2017, até uma consulta popular foi realizada nacionalmente para saber a opinião da população acerca da influência de George Soros na política do país.

Ainda com informações do El País:

O Governo [da Hungria] deu mais um passo e há meses convocou uma consulta pública contra o que chama de Plano Soros. Convidou a população a participar e pronunciar-se contra Soros. O recebimento de respostas terminou em dezembro. O Governo afirma que mais de dois milhões de húngaros participaram (o país tem mais de nove milhões de habitantes). Mas ainda não publicou o resultado. Também não esclareceu o que fará com ele.

A fundação de Soros [lamentou as ações]: “Agora, qualquer entidade independente contrária à ideologia de Orbán é alvo de seus ataques. Eles estão nos estigmatizando e pintando como traidores da nação. Estamos em um Estado autoritário, um Estado autoritário dentro da UE”.

Nós veremos muitos capítulos dese embate neste ano de 2018. As eleições na Hungria prometem uma disputa colossal entre Orbán e Soros por consolidação da influência e prestígio no país.

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