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Bene Barbosa e a praga da parcialidade dos “imparciais”

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Ontem (20) nós fomos presenteados com mais um caso de desonestidade intelectual e de parcialidade promovida por um jornalista “imparcial”.


Tudo começou com uma postagem do jornal The Intercept Brasil que mostrava um discurso de Ronald Reagan (ex-governador da Califórnia e ex-presidente dos EUA) em que ele defendia uma política de restrição ao acesso de armas pela população. A postagem está logo abaixo e diz explicar o assunto, mas esquece de citar o que acontece nas entrelinhas.

Ronald Reagan, no discurso, está tratando dos Panteras Negras, que supostamente lutavam para proteger a população negra desfavorecida e para dar melhores condições de alimentação, ensino e saúde. Detalhe para o supostamente. Estas boas-causas não passavam de fachada para esconder o real interesse revolucionário do grupo, que é tratado no próprio vídeo do The Intercept como uma milícia organizada.

Ao ver tal vídeo, Bene Barbosa, defensor ferrenho do direito ao porte de armas, especialista no assunto com mais de 25 anos de estudo, não se conteve e respondeu ao tweet em questão. Começava aí uma discussão que passou por mentiras propagadas pelo editor geral do jornal e com o mesmo rotulando Bene de “praga”.

As mentiras variaram desde informações relativas à opinião dos americanos em relação ao porte de armas e lei restritivas até o número de mortes causadas por armas de fogo nos Estados Unidos e, por fim, em relação ao real propósito dos Panteras Negras, que é o ponto principal deste artigo. Calma, as outras mentiras também serão refutadas, mas em menor escala pois são mais simples.

Os Panteras Negras era um grupo terrorista disfarçado de partido político que começou a atuar nos EUA na década de 60. Com um ideal revolucionário marxista e um “caderno de teses” que faria qualquer esquerdista defensor dos direitos humanos se apaixonar, o grupo promoveu ataques, assassinatos e invasões em nome da causa, dizendo lutar contra o racismo. O caso mais famoso, e que foi usado pelo editor geral do The Intercept Brasil, Andrew Fishman, para chamar Bene Barbosa de “praga”, é o da invasão ao Congresso da Califórnia. Armados, eles entraram na Casa para lutar pelo direito previsto na Segunda Emenda, o de portar armas, para “se defender da opressão policial” promovida contra os negros.

Vejam, as aspas não estão sendo usadas para negar que, nos EUA, a discriminação racial era gritante, mas sim para constatar que o que o grupo terrorista de extrema-esquerda (calma, não é opinião, são fatos) fez foi usar de uma causa trágica para promover os seus ideais extremistas. A prova disso é que o grupo não queria defender os negros em geral, mas sim os negros pobres, já que os negros capitalistas, na visão deles, explorariam os pobres assim como os brancos fizeram.

Ao falar que Reagan defendeu o controle de armas e, por isso, se assemelha a algum esquerdista, o jornalista do The Intercept esqueceu de levar em conta que o governador estava lidando com um grupo terrorista que queria se aproveitar de um direito constitucional para promover a sua causa. Tudo o que ele queria era impedir a ação de um grupo que já havia matado mais de 30 policiais somente por serem da classe. Troque o nome Panteras Negras por Estado Islâmico e você verá que faz sentido. O que é mais certo, ir até o final com o direito deixando a população à mercê de terroristas ou tentar fazer com que eles não tenham acesso a armas?

Usar a lei Mulford, sancionada à época para restringir o acesso da população às armas, como exemplo nos dias atuais, é uma tentativa desonesta de tentar impor o desarmamento (que foi usado pela KKK, criada pelos Democratas, para tirar armas dos negros) contra a vontade da população. Em 1967, as armas eram desejadas por terroristas para lidar com situações que, nas palavras de Reagan, deveriam ser decididas por “pessoas de boa vontade”. Já em 2018, quem luta pelo direito de usar armas são as pessoas de boa índole citadas por Reagan, que querem se defender dos terroristas que colocam as vidas de suas famílias em risco.

Estaria finalizada a resposta ao editor geral do The Intercept Brasil, mas desde cedo aprendi que mentira tem perna curta e que não demora muito até uma ser desmascarada.

Primeiro, o cidadão disse que “a maioria dos republicanos apoia leis armamentistas mais restritivas”, e este link, que usa exatamente a mesma pesquisa citada por ele, mostra o contrário. De brinde, encontrei essa outra notícia que cita uma pesquisa que revelou que os americanos preferem segurança nas escolas a leis mais restritivas. Depois, Andrew Fishman surgiu com uma história muito mal contada de que “os Democratas de antigamente eram os Republicanos de hoje”, citando uma suposta troca de ideologias entre os partidos. Vou me ater a refutar em apenas dois pontos: primeiro, os Democratas de antigamente não eram contra um Estado grande pela ideia de um mercado mais livre, mas sim porque dessa maneira ele não poderia intervir nos ideais escravocratas do partido. Ou seja, não era uma ideia de mercado, mas sim de interesses sobre outras pessoas. E segundo, os Republicanos desde sempre defenderam os direitos fundamentais dos cidadãos (segundo parágrafo deste link), coisas que os Democratas tentam fazer oposição até hoje. Não irei me aprofundar muito aqui por medo de acabar escrevendo um livro, então recomendo o melhor podcast do Brasil que, por acaso, já abordou o tema.

É isso. Aos leitores, ficam as seguintes lições: se for para bater de frente com o maior especialista em determinado assunto, que não seja fazendo uso de fake news. Ninguém tem nada contra jornalista de esquerda, desde que ele assuma sua posição e não tome para si a característica de “imparcial” sem ser. Você pode defender grupos que promovem o terror o quanto quiser, mas seja ético o suficiente (se é que isso é possível) para assumir que o faz, não tente se esconder atrás de boas causas como alguns cidadãos fazem.

Os pontos de vista expressos neste artigo são as opiniões do autor e não refletem necessariamente a posição da RENOVA Mídia.

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