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Bolsonaro explica decisão sobre cobrança das bagagens em voos

Bolsonaro explica decisão sobre cobrança das bagagens em voos
Tarciso Morais
Tarciso Morais
Fundador e editor-chefe da RENOVA Mídia.

Presidente diz que costumava viajar sem mala e que pagava “pelos outros”. Trecho de MP que determinava gratuidade de bagagens de até 23 quilos em voos domésticos foi vetado.

O presidente da República, Jair Bolsonaro, afirmou que empresas aéreas alegaram que a gratuidade nas bagagens em voos seria um “empecilho” para o setor.

Segundo o chefe do Executivo, não há “problema nenhum” em pagar para voar com bagagens acima de 10 quilos.

Os comentários de Bolsonaro são uma explicação ao veto que fez, na segunda-feira (17), a um trecho de uma medida provisória (MP) que permite 100% de participação estrangeira em companhias aéreas do Brasil.

“Com todo o respeito, quer fazer uma viagem e vai usar mais, vai levar mais de 10 quilos, acho que… Se quer levar mais de 10 quilos, pague, pô, sem problema nenhum”, afirmou Bolsonaro, nesta terça-feira (18), segundo o site G1.

Com o veto deste trecho da MP, as aéreas poderão voltar a cobrar pelas bagagens despachadas, ficando os passageiros isentos apenas de bagagens de mão até 10 quilos.

Questionado por jornalistas sobre o motivo do veto, Bolsonaro explicou que as empresas apontaram que a cobrança seria um “empecilho”:

“As empresas menores alegavam que seria um empecilho. Você faz as contas. Eu fiz uma conta para um avião com 200 pessoas, 20 quilos a mais para cada um, é um gasto a mais. O que acontece, eu sempre viajei sem mala no avião. Então, eu estaria pagando pelos outros.”

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