Bolsonaro indica aluno de Olavo de Carvalho para coordenar Enem

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Bolsonaro indica aluno de Olavo de Carvalho para coordenar Enem
TARCISO MORAIS
TARCISO MORAIS
Fundador e editor-chefe da RENOVA Mídia.

O governo Bolsonaro indicou um aluno do professor e filósofo Olavo de Carvalho para ocupar um importante cargo no Ministério da Educação.


“Murilo Resende, o novo coordenador do Enem é doutor em economia pela FGV e seus estudos deixam claro a priorização do ensino ignorando a atual promoção da ‘lacração'”, disse o presidente Jair Bolsonaro, em mensagem publicada no Twitter nesta sexta-feira (5).

Murilo Resende Ferreira foi indicado para comandar a diretoria do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) que cuida do Exame Nacional de Ensino Médio (Enem).

Em 2016, durante uma audiência no Ministério Público Federal sobre “Doutrinação Político-Partidária no Sistema de Ensino”, ele declarou:

É impressionante a maneira como os professores são incapazes de perceberem que eles têm alguma coisa a ver com o mal da educação brasileira, como eles creditam tudo à sociedade, à ausência de dinheiro.

E acrescentou:

Relembrando meu grande professor Olavo de Carvalho, eu acho que talvez não seja nem necessário um Escola sem Partido, se a gente puder realizar simplesmente uma coisa no nosso ensino: uma prova de português e matemática para os professores.

Segundo “O Globo“, ainda durante este discurso, Murilo Resende se disse “vítima” da doutrinação marxista, mesmo tendo estudado em colégio privado.

Ele também afirmou que a ideologia de gênero é usada por “manipuladores” para esconder a própria falta de preparo:

Então ideologia de gênero, que hoje é o grande cavalo de batalha desses manipuladores, sim, gente que não quer estudar de verdade, que sequer conhece a literatura, sequer conhece a filosofia.


O novo diretor do Enem continuou:

Não se conta isso para os pais, essa é a farsa de vocês. Vocês falam: ah, é simplesmente uma questão de respeito em relação aos homossexuais. É só isso o que a gente quer ensinar.

Na ocasião, o indicado do presidente da República defendeu acabar com a “contaminação ideológica” que ele diz ter chegado ao MEC e atribui o problema ao regime militar:

Esse estágio atual que a gente passa na educação brasileira nasceu em muito sentido já no regime militar. Onde a gente viu o regime militar adotar uma famosa tese da panela de pressão, que para contrabalancear a esquerda guerrilheira, a esquerda lá do Araguaia, eles deveriam dar um espaço a esses marxistas dito democráticos, que não tinham aderido à luta armada. E o espaço deles deveria se dar nas escolas.

E completou:

Com a redemocratização, esse aparelhamento brutal e ditatorial avançou inclusive para lugares como a Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), o MEC. (…) Precisa de uma reforma absurda, completa, para limpar todas essa contaminação ideológica até o ponto em que os professores voltem a se preocupar com a sala de aula, e não só com filosofia da educação, ficar discutindo Paulo Freire e a criança do futuro que será um jovem socialista.

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