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Após ser atacado por Alckmin, Bolsonaro cita Máfia da Merenda

Após a campanha presidencial do PSDB divulgar vídeo com frases de Jair Bolsonaro fora de contexto, o candidato do PSL ironizou o suposto envolvimento de Geraldo Alckmin no esquema de desvio de verba de merenda escolar conhecido como “Máfia da Merenda”.

Em uma tentativa desesperada de ganhar votos dos indecisos, Geraldo Alckmin, candidato à presidência pelo PSDB – partido integrante do “top 5” dos mais corruptos -, apelou para frases sem contexto para acusar Jair Bolsonaro (PSL) de machismo.

A campanha do tucano, que esteve envolvido no esquema de desvio de verba de merenda escolar do Estado de São Paulo conhecido como “Máfia da Merenda”, divulgou um vídeo para ser veiculado no horário eleitoral. Nele, há uma compilação de frases ditas por Bolsonaro em momentos de discussão com mulheres. O material pode ser conferido abaixo:

No primeiro caso, envolvendo a deputada Maria do Rosário (PT-RS), Bolsonaro aparece falando expressões como “dá que eu te dou outra” e “vagabunda”.

O contexto, que foi “esquecido” pela campanha de Alckmin, era o seguinte: Jair Bolsonaro dava entrevista à “RedeTV!” defendendo a redução da maioridade penal, quando a deputada chegou de repente e o interrompeu, afirmando que era contrária à medida.

Citando o Caso Champinha, em que o marginal, na época com 16 anos e com ajuda de comparsas, estuprou e matou Liana Friedenbach com golpes de faca cega, o deputado sugeriu que a deputada o alocasse como funcionário da família, e ela respondeu que eram as atitudes dele que geravam este tipo de crime.

O desfecho é conhecido: a deputada chamou Bolsonaro de estuprador e ele respondeu no nível da acusação. O vídeo do momento pode ser conferido aqui.

Na outra situação, em que Bolsonaro usa as expressões “idiota” e “ignorante” para se referir a uma jornalista também da Rede TV!, o momento era de menos exaltação.

A Câmara dos Deputados “comemorava” – ou relembrava – os 50 anos da contrarrevolução militar de 1964 e, por ser um conhecido defensor do regime militar e por ter buscado a realização de uma Sessão Solene para falar sobre o período, Bolsonaro foi procurado para dar entrevistas.

Durante uma delas, a jornalista que aparece no vídeo da campanha ironizou discurso fervoroso do deputado e questionou-o sobre a “verdadeira face” de 1964, que seria a de um golpe, de acordo com livros citados pela jornalista.

Revoltado com a falta de provas da alegação da jornalista, Bolsonaro disse que ela estava fazendo uma “pergunta idiota”. Depois, ao fim da entrevista, a repórter foi confrontá-lo alegando ele a havia agredido e que ela o processaria, foi então que ele reafirmou as frases ditas anteriormente, “idiota” e “ignorante”, pois ela seguiu sem apresentar fatos relacionados àquilo que alegava, apenas citou “livros e historiadores” de maneira subjetiva.

Não há qualquer tipo de negativa quanto às falas ditas por Jair Bolsonaro, ele inclusive já se desculpou por algumas delas alegando estar em momento de exaltação. No entanto, a campanha do ex-governador de São Paulo ignora o contexto em que elas aconteceram e tentam taxar o concorrente de machista, como se ele não tivesse respeito pelas mulheres.

A resposta de Bolsonaro foi simples. Em uma provocação ironizando o caso da Máfia da Merenda, o candidato do PSL perguntou aos eleitores se eles gostariam que suas filhas ficassem sem merenda escolar.


Os pontos de vista expressos neste artigo são as opiniões do autor e não refletem necessariamente a posição da Renova Mídia.

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