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Bolsonaro volta a criticar ‘indústria da demarcação’

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“Eu ouso dizer que essa nossa preocupação fez com que fosse deflagrada uma indústria da demarcação”, disse Bolsonaro sobre a Amazônia.

O presidente da República, Jair Bolsonaro, voltou a criticar, nesta terça-feira (11), a “indústria da demarcação de terras indígenas”.

Em discurso durante cerimônia de assinatura do decreto que transfere o Conselho Nacional da Amazônia Legal para a vice-presidência da República, Bolsonaro disse que a Amazônia possui “uma tabela periódica inteira” em seu subsolo, que “deve ser explorado”. 

Segundo o site Metrópoles, o chefe do Executivo relembrou a situação vivida em seu primeiro mandato como deputado federal, em 1992:

“Eu, obviamente, como parlamentar, entrei com um projeto de decreto legislativo contra a entrega daquela imensidão aos índios. Deixo bem claro que ninguém é contra dar a devida proteção e terra aos nossos irmãos índios, mas, da forma como foi feito, hoje reflete 14% do território nacional, o que é um tanto quanto abusivo.”

Bolsonaro citou como exemplo a dificuldade do escoamento da produção no estado de Mato Grosso, onde há indígenas de várias etnias: 

“Para escoar a produção, você tem que fazer um zigue-zague porque não pode passar em cima de terras indígenas. Eu ouso dizer que essa nossa preocupação fez com que fosse deflagrada uma indústria da demarcação. Hoje, temos o estado de Roraima todo tomado e isso existe no Brasil todo.”

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