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Boulos usou bolsa da Capes para dizer que o MTST cura depressão

Tarciso Morais
Tarciso Morais
Fundador e editor-chefe da RENOVA Mídia.

Entre 2014 e 2017, o candidato do PSOL ao Planalto, Guilherme Castro Boulos, cursou o mestrado em Saúde Mental com bolsa da Capes na Faculdade de Medicina da USP.


Durante os três anos do mestrado, Guilherme Boulos recebeu R$ 1,5 mil/mês num total de cerca de R$ 40 mil em dinheiro público.

Nesse mesmo período, Boulos liderava o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), o qual foi transformado em ‘alvo’ de sua dissertação: “Estudo sobre a variação de sintomas depressivos relacionada à participação coletiva em ocupações de sem-teto em São Paulo.”

Em outras palavras, o líder dos sem-teto usou dinheiro público para apresentar um “estudo” apontando como a participação no grupo MTST pode ajudar com a cura da depressão, conforme reportado pelo O Antagonista.

Você pode ler o resumo da dissertação de mestrado de Guilherme Boulos logo abaixo, e conferir mais detalhes do documento direto no site da USP.

O Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) é hoje o maior movimento popular urbano no Brasil. Este trabalho tem o objetivo de verificar a hipótese de redução sintomas depressivos após o envolvimento de pessoas em atividades coletivas nas ocupações de sem-teto. A escolha metodológica para atingir os objetivos foi a combinação de métodos quantitativos e qualitativos. A primeira coleta foi feita por meio de questionários com indivíduos que estavam se juntando a novas ocupações no final de 2014 e início de 2015. A segunda parte da pesquisa utilizou o método qualitativo. Neste caso, a coleta de dados foi feita através de entrevistas individuais. No total, havia 268 pessoas envolvidas na resposta ao questionário inicial. No segundo momento, 15 participantes que mostraram remissão significativa nos sintomas depressivos foram convidados para a entrevista individual. Foram analisados: depressão, ansiedade, solidão, relação social e religiosidade. Todas as variáveis consideradas, com exceção da religiosidade, apresentaram variações. Os resultados confirmaram as principais hipóteses estabelecidas nos objetivos deste trabalho: a relação entre o envolvimento nas ações coletivas das ocupações e a remissão dos sintomas depressivos e a relação entre depressão e isolamento social. As entrevistas nos mostram que a maioria dos participantes mencionou a recepção e apoio encontrado na ocupação como o aspecto mais importante na sua melhoria.

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