Brunei alvo de boicote por adoção da Lei de Sharia

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Brunei alvo de boicote por adoção da Lei de Sharia
TARCISO MORAIS
TARCISO MORAIS
Fundador e editor-chefe da RENOVA Mídia.

ONGs, políticos e celebridades que se opõem à implementação da Lei de Sharia (conjunto de leis islâmicas) em Brunei convocaram um boicote ao regime do sultão Hassanal Bolkiah.


O novo Código Penal de Brunei, que entrará em vigor nesta quarta-feira (3), inclui a pena de apedrejamento para a homossexualidade e adultério, a amputação de mãos ou pés por roubo, a pena de morte por blasfêmia ou difamação do nome do profeta Maomé, a flagelação por aborto, entre outras medidas.

“O sigilo com o qual tentaram introduzir as leis é alarmante”, destacou Matthew Woolfe, da ONG The Brunei Project.

O ator americano George Clooney pediu o boicote aos hotéis de propriedades do sultão Hassanal Bolkiah, entre eles o Beverly Hills Hotel, em Los Angeles; Hotel Plaza Athenee, em Paris; e Hotel Eden, em Roma.

Bolkiah, de 71 anos, é o segundo monarca de um país há mais tempo no trono (assumiu o poder aos 21 anos, em 1967), atrás apenas da rainha Elizabeth II, do Reino Unido, informa o Epoch Times.

A porta-voz do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos, Ravina Shamdasani, disse que pedirá ao governo do Brunei a revisão do novo Código Penal.

“[As penas são] cruéis e desumanas e violam gravemente o direito internacional e os direitos humanos”, disse Ravina, como noticiou a RENOVA.

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