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Campanha do PSDB recicla vídeos sem consultar criadores originais

Dona do maior tempo de TV e de quase metade do fundo partidário destinados aos partidos políticos, a candidatura de Geraldo Alckmin (PSDB) à Presidência tem apostado na reciclagem de campanhas.

Em pelo menos duas peças, Geraldo Alckmin reproduziu ideias de comerciais existentes. Foi o caso do primeiro e um dos mais impactantes vídeos do candidato tucano, lançado na internet no dia 30 de agosto.

Cópia de uma campanha britânica contra o desarmamento, lançada em 2007, a propaganda é um ataque a Jair Bolsonaro (PSL), defensor da flexibilização da posse e porte de armamento.

A versão que entrou no ar na televisão, em 31 de agosto, dá crédito para a campanha britânica, lançada em 2007.

“O mais decente seria eles terem nos consultado. A campanha é realmente muito parecida”, afirmou Gary Walker, um dos criadores da peça original. “Mas fico feliz que a mensagem que passamos seja forte o suficiente para ser reproduzida”, completa.

O caso não foi o único em que a coligação que apoia Alckmin buscou uma propaganda antiga para replicar uma ideia. Em um vídeo publicado na internet na última semana, os tucanos fizeram outro ataque a Bolsonaro.

A peça começa com uma imagem desfocada. Um locutor cita características de um personagem. No início do vídeo não há a informação sobre a identidade dele, até que surge a imagem de Hugo Chávez (1954-2013).

A peça é muito parecida com uma propaganda da Folha. No comercial de 1987, o locutor descreve personagem que não é revelado no início do vídeo. A imagem, assim como na propaganda tucana, começa com um zoom, desfocada. A identidade do personagem —Hitler — é revelada apenas do final.

Adaptado da fonte Folha

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