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Camponeses armados se rebelam contra regime Ortega na Nicarágua

Tarciso Morais
Tarciso Morais
Fundador e editor-chefe da RENOVA Mídia.

Quatro policiais e um manifestante morreram nesta quinta-feira (12) em um confronto no município de Morrito, no sudeste da Nicarágua.

O país enfrenta protestos contínuos contra o presidente esquerdista Daniel Ortega nos últimos três meses. Até o momento, a repressão governamental já causou a morte de mais de 260 pessoas, informou o Centro Nicaraguense de Direitos Humanos (Cenidh).

As mortes no confronto ocorreu quando manifestantes passaram próximo ao comando policial de Morrito, município do departamento de Rio San Juan, durante a jornada de protestos convocada pela Aliança Cívica pela Justiça e a Democracia.

A líder do movimento camponês, Francisca Ramírez, integrante da Aliança Cívica, revelou que os manifestantes foram “atacados por agentes e paramilitares” que estavam no comando, e responderam aos tiros.

A Polícia não informou o que ocorreu, mas tem acusado com frequência os manifestantes de pertencer a “bandos de delinquentes” que cometem assassinatos, roubos e sequestros.

Morrito, com cerca de 6 mil habitantes, é um município onde vários camponeses andam armados para proteger suas propriedades e está localizado 230 km a sudeste de Manágua, na rota onde o governo pretende construir um canal interoceânico rejeitado pela população local.

Um dos policiais mortos em confrontos na Nicarágua
Com informações de AFP

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