Câncer de Próstata: mitos e verdades sobre a doença

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Guia básico sobre o Câncer de Próstata: conheça mitos e verdades sobre a segunda maior causa de morte por câncer em homens.

O câncer de próstata é o segundo mais comum entre os homens, ficando atrás apenas do câncer de pele não-melanoma. Em 2018, segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), foram detectados mais de 68 mil novos casos, evidenciando, assim, a urgência em esclarecer dúvidas sobre tal agravo e aumentar sua detecção precoce, colocando como prioridade a melhora da qualidade e da expectativa de vida dos brasileiros. 

A próstata é a maior glândula acessória do sistema genital masculino. Situa-se abaixo da bexiga urinária, à frente do reto e envolve a uretra. O líquido prostático, por ela produzido, compõe cerca de 20% do volume do sêmen e tem como finalidade a nutrição dos espermatozoides. 

Podemos citar como fatores de risco a idade avançada, presença de histórico familiar e o excesso de gordura corporal. Contudo, é necessário esclarecer que a ausência desses fatores não livra o indivíduo do câncer. É válido salientar, ainda, que dietas balanceadas, com menor teor de gordura, associadas a atividades físicas e aos hábitos de não consumir álcool e não fumar, são fundamentais para diminuir o risco de câncer, além de outros agravos crônicos não transmissíveis, como a Hipertensão Arterial e o Diabetes.

Alguns sintomas típicos são frequentes em pacientes acometidos pelo câncer de próstata avançado, tais quais: dificuldade ao urinar, diminuição do jato de urina e urgência miccional. Contudo, podemos fazer diagnóstico diferencial com outros distúrbios, como a hiperplasia prostática benigna e a prostatite. 

Diagnóstico 

O câncer de próstata pode ser identificado por meio da combinação de dois exames: o toque retal e a dosagem de Antígeno Prostático Específico (PSA) do sangue.

O toque permite ao médico a palpação de nódulos ou tecidos endurecidos na glândula, o que indica, muitas vezes, o câncer nos seus estágios iniciais e, com isso, um melhor prognóstico ao paciente, sobretudo se for escolhido um manejo adequado do câncer.

O PSA é, em geral, um ótimo exame para identificar tais alterações na próstata. Mas, por vezes, níveis normais podem esconder um câncer avançado e, em outras, níveis alterados não fecham o diagnóstico. Assim, é necessário seguir as orientações que antecedem o exame, para melhorar sua acurácia.

Sendo assim, o médico urologista pode solicitar exames complementares, como a biópsia e, de maneira mais atual, a Ressonância Magnética Multiparamétrica, que vem possibilitando maior precisão na detecção e caracterização de tumores prostáticos, contudo ainda está em fase de testes em relação à sua eficácia e carrega um alto custo ao paciente submetido. É necessário enfatizar que tais exames complementares não dispensam o toque, nem o PSA.

Assim, quando o homem deve procurar o urologista para poder se prevenir?

A Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) e o INCA estabelecem que é imperativo individualizar a abordagem terapêutica e levar em consideração a idade e outros fatores relevantes, como etnia (pois o câncer em questão acomete mais homens negros), histórico familiar e outras características específicas do câncer de próstata.

Desse modo, a SBU estipula que homens a partir dos 50 anos devem procurar um urologista e realizar uma avaliação clínica individual. Já para homens negros ou homens com parentes de primeiro grau acometidos pelo câncer devem começar o rastreamento a partir dos 45 anos. É necessário enfatizar que o rastreamento só será feito após uma ampla discussão acerca dos riscos e potenciais benefícios, associado ao profissionalismo do médico escolhido. 

Tratamento

O tratamento, basicamente, pode ser por meio da cirurgia, radioterapia ou pela associação dessas. Contudo, gera muitos impactos na vida do indivíduo, tornando necessária um avaliação do caso. O tratamento será indicado se houver progressão da doença e se o indivíduo acometido tiver uma expectativa de vida maior que 10 anos. Assim, tumores de progressão lenta não passam pelos efeitos indesejáveis do tratamento. Por fim, conversar com o urologista para esclarecer dúvidas antes de qualquer exame ou tratamento é indispensável, sobretudo para assegurar a autonomia do paciente e garantir a melhor qualidade de vida possível.

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