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Cartel mexicano cozinhando corpos em “campo de extermínio”

Members of the MS-18 gang incarcerated in Izalco mens' prison in El Salvador inside pass the afternoon in the prison yard.
Tarciso Morais
Tarciso Morais
Fundador e editor-chefe da RENOVA Mídia.

Uma prisão no México funcionava como depósito para drogas e um mercado para venda de entorpecentes, pois estava cheio de detentos que eram também dependentes químicos.

De acordo com o relato de uma pessoa que, no ano de 2011, esteve presa no Centro de Reinserção Social (Cereso) de Piedras Negras, no norte do México:

Quando se ‘cozinhava’ uma pessoa, (o corpo) ia encolhendo e era repicado com um ferro, até que não restasse nada. Depois, viravam o tonel para despejar os resíduos no solo… o que na verdade era muita pouca coisa.

O município de Piedras Negras tem cerca de 140 mil habitantes. Está a apenas 6,3 km em linha reta da fronteira com os Estados Unidos.

A prisão era peça-chave para a organização criminosa do cartel Los Zetas. Um quartel seguro em que podiam atuar sem preocupação, com várias finalidades.

Servia, por exemplo, de oficina mecânica: era lá que o grupo adulterava carros roubados e os adaptava para o transporte de cocaína. Piedras Negras funcionou também como cativeiro para pessoas sequestradas, centro de tortura e até refúgio para a os chefes da organização que estavam sendo perseguidos por autoridades federais.

 

Com informações de: (1)

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