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Carter Page: alvo da espionagem do FBI contra o time Trump

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Com a divulgação do memorando produzido pelo Comitê de Inteligência do Congresso Americano sobre abusos de vigilância nas investigações conduzidas pelo FBI e pelo Departamento de Justiça, o nome de Carter Page voltou à tona.

Carter Page é um cidadão americano, fundador da Global Energy Capital, um fundo de investimento e empresa de consultoria especializada em petróleo e gás na região da Rússia e Ásia Central. Durante a campanha presidencial de Donald Trump, Page serviu como consultor de política externa, até uma investigação do FBI sobre possíveis laços dele com o governo russo forçar sua retirada.

Carter trabalhou em uma empresa chamada Merrill Lynch, um banco de investimento, em Londres, Moscou e Nova Iorque. Durante o seu tempo na capital russa, 3 anos, ele foi responsável pela abertura do escritório da empresa no país e por transações importantes para a Gazprom e RAO UES, empresas do ramo de energia da Rússia. Em uma conferência da área em 2013, em NY, Page se encontra com Victor Podobnyy, que viria a ser acusado, em 2015, de ser um espião russo. Começa aí a desconfiança do FBI com Page. A agência chegou a interrogá-lo, mas concluiu que não havia nada de errado.

Em dezembro de 2015, Page entra oficialmente para equipe de Trump. Meses depois, em julho de 2016, durante uma viagem a Moscou, ele dá uma palestra e fala que é contrário à política dos EUA com a Rússia e que tem empatia pelo presidente Vladimir Putin. A partir disso, Page volta a atrair a atenção do FBI. Algum tempo após a palestra, Christopher Steele, autor do dossiê que apontaria uma ligação entre Trump e a Rússia, conta a um agente do FBI informações que ele teria descoberto sobre o envolvimento entre os dois.

Em setembro do mesmo ano, o FBI obtém um mandado para monitorar Page após convencer a Corte Federal de Vigilância Estrangeira de que há motivos para acreditar que ele estaria atuando como um agente em favor de interesses externos, mais precisamente da Rússia.

Após negar diversas vezes qualquer envolvimento com a Rússia e o Partido Democrata manter as acusações, além de ter descoberto que o dossiê de Steele, que apontava envolvimento entre ele e os russos foi pago pela campanha de Clinton e pelo Comitê Nacional do partido, Donald Trump pede ao Comitê de Inteligência do Congresso que investigue o fato. Surge então o memorando, divulgado hoje após o presidente remover a confidencialidade do documento.

As revelações são explosivas, com evidências de que as investigações do FBI e do Departamento de Justiça são políticas e que Page não recebeu o tratamento correto previsto na Lei de Vigilância de Inteligência Estrangeira (FISA), pois as escutas deveriam ser renovadas a cada 90 dias com apresentação de provas obtidas através delas, mas foram renovadas com base apenas no dossiê tendencioso de Steele e com autorização de nomes do alto escalão do FBI.

A cobertura completa da polêmica envolvendo memorando pode ser vista em outros artigos do site, já que muito provavelmente a mídia brasileira não vai divulgar com a mesma vontade que espalhava as mentiras sobre o envolvimento de Trump com a Rússia.

 

Este foi o primeiro artigo do estudante de direito João Guilherme no projeto #VoluntáriosRENOVA.

 

Tarciso Morais

Tarciso Morais

Fundador e editor-chefe da RENOVA Mídia

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