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Casa de Allan era ponto de encontro de deputados pró-Bolsonaro

Tarciso Morais

Tarciso Morais

Foto: Gabriela Biló - 27.mai.2020/ Estadão Conteúdo
Imagem: Gabriela Biló / Estadão Conteúdo
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Deputado confirmou a existência de um grupo no WhatsApp para organizar reuniões na casa do fundador do Terça Livre.

Três depoimentos colhidos pela Polícia Federal (PF) no âmbito do inquérito do Supremo Tribunal Federal (STF) que apura a organização de atos antidemocráticos apontam para reuniões com parlamentares na residência do jornalista Allan dos Santos, fundador do Terça Livre, no Lago Sul, bairro nobre de Brasília.

Os depoimentos são do assessor parlamentar Tércio Arnaud Tomaz, do deputado federal Paulo Martins (PSC) e do youtuber Adilson Nelseu Dini, do canal “Ravox Brasil”.

De acordo com trechos dos depoimentos obtidos pelo jornal Estadão, Allan mantinha um grupo de WhatsApp com deputados alinhados ao presidente da República, Jair Bolsonaro, e “outras pessoas de baixo escalão do governo”.

Em junho deste ano, em oitiva à PF, o youtuber Dini explicou:

“Os encontros, muitas vezes de confraternização, envolvendo amigos e pessoas que comungam a ideia de apoiamento ao presidente Jair Bolsonaro, que já ocorreram na casa de Allan, situada no Lago Sul em Brasília, onde algumas vezes participou Eduardo Bolsonaro, não é conhecido, e nem pode ser chamado, de ‘Gabinete do Ódio’.”

Foto: Reprodução/Estadão

A oitiva de Tércio Tomaz que confirmou que reuniões no local eram organizadas por meio de WhatsApp.

O assessor especial disse à PF que Allan dos Santos o adicionou em um grupo criado “para que pudesse se reunir” semanalmente em sua residência.

O objetivo do encontro seria “para discutir temas relacionados ao governo federal com pessoas que estão dentro do governo”.

Tércio Tomaz afirmou que “nunca” participou dos encontros, mas que continuou no grupo “como forma de se informar de temas de interesse”.

Foto: Reprodução/Estadão

As reuniões na casa de Allan dos Santos com parlamentares da base do governo também foi confirmada pelo deputado federal Paulo Martins.

Em depoimento na última terça-feira (15), Martins disse à PF que integrou um grupo no WhatsApp chamado “Gengis House” e que “acredita ter participado” de um único encontro na residência do blogueiro, no ano passado.

“Indagado sobre os assuntos que eram tratados nessas reuniões, respondeu que tratavam sobre pautas conservadoras e articulações políticas para viabilização de tais pautas”, apontou a PF, ainda de acordo com o Estadão.

Foto: Reprodução/Estadão

Durante seu depoimento à PF,o tenente-coronel Mauro Cesar Barbosa Cid, chefe da Ajudância de Ordem da Presidência e assessor do presidente Bolsonaro, foi confrontado com mensagens trocadas pelo WhatsApp com Allan dos Santos.

O depoimento foi colhido também no âmbito do inquérito do STF sobre os atos antidemocráticos.

Em algumas dessas mensagens, Allan teria pedido uma intervenção militar das Forças Armadas em defesa do governo federal, como noticiou a RenovaMídia.

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