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Celso Amorim diz que Brasil voltará à ‘Idade Média’ com novo chanceler

O presidente eleito Jair Bolsonaro anunciou na tarde de quarta-feira (14) a indicação do diplomata Ernesto Fraga Araújo para o cargo de ministro das Relações Exteriores de seu governo.

Assim como a maior parte dos jornalistas da grande mídia, o ex-chanceler petista Celso Amorim demonstrou completo desconhecimento sobre a diferença entre “globalismo” e “globalização”.

Ernesto Araújo é um crítico ferrenho do globalismo e está foi uma das principais razões pela qual foi escolhido pelo presidente eleito Jair Bolsonaro para chefiar o Itamaraty, conforme noticiou a Renova Mídia.

O discurso de Ernesto Araújo não está repercutindo bem na grande mídia.

Falamos mais cedo sobre um certo desconhecimento por parte dos principais veículos de imprensa sobre os conceitos de globalismo e globalização.

As diferenças entre os dois são “abissais, irreconciliáveis. Não dá para usá-las como sinônimos nunca. Globalismo é um conceito político, enquanto globalização é conceito econômico”.

Para Celso Amorim, ex-Ministro das Relações Exteriores, que atuou por oito anos no governo do ex-presidente Lula, e durante dois anos do governo de Itamar Franco, caso as posições de Araújo e de Bolsonaro sejam colocadas em prática, representariam a “volta à Idade Média”.

Segundo Amorim, um posicionamento anti-globalização e subserviente ao governo dos EUA seria prejudicial para as relações brasileiras com a grande maioria dos países do mundo.

Em entrevista ao blog petista Brasil de Fato, Amorim falou sobre a indicação do novo chanceler:

É viver em um outro mundo, uma volta à Idade Média. Não tem cabimento, você pode até ser contra certos aspectos da globalização. Nós mesmos somos críticos, quando defendemos a agricultura familiar, que o comércio internacional tem que ter certas regras. Elas são necessárias justamente para disciplinar a globalização, para que os benefícios sejam distribuídos de maneira mais justa. Mas não se pode negar a globalização. É você negar a vida, dizer que ela era melhor quando não havia a escrita, ou a imprensa. É algo parecido com isso.

“Excelente! Se Celso Amorim elogiasse o Embaixador Ernesto Araújo aí sim estaríamos preocupados”, disse o deputado federal mais votado da história de São Paulo, Eduardo Bolsonaro, em resposta à matéria da Renova Mídia.

Enquanto isso, o presidente eleito deixou claro para o seu futuro chanceler qual será sua principal missão como ministro das Relações Exteriores: varrer os resquícios do Partido dos Trabalhadores (PT) do Itamaraty, conforme noticiamos ontem.

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