Censura, espionagem e delações nas universidades da China

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Censura espionagem e delações nas universidades da China
TARCISO MORAIS
TARCISO MORAIS
Fundador e editor-chefe da RENOVA Mídia.

Uma reportagem do jornal francês Libération desta quarta-feira (5) trouxe um retrato do ensino universitário na China.


Câmeras de vigilância, censura acirrada, espionagem, delações e punições são a norma das universidades na China. Nada pode ir contra o partido comunista e o líder Xi Jingping.

A base de toda repressão vem de um manifesto secreto, destinado ao alto escalão do partido e revelado em 2013 pelo jornalista Gao Yu, preso desde então.

O chamado “Documento número 9″define os “sete perigos ocidentais”:

  1. Direitos humanos.
  2. Democracia constitucional.
  3. Liberdade de imprensa.
  4. Sociedade civil.
  5. Críticos dos erros do Partido.
  6. Capitalismo.
  7. Independência judiciária.

As universidades já receberam ordens de não abordar mais esses temas, sob riscos de represálias.

Alunos, professores e funcionários das instituições são recrutados para virar delatores.

Um professor conta que seu maior prazer antes eram as trocas espontâneas com os jovens. “Agora, eu presto atenção no que falo, pois alguns são pagos pelo Partido para espionar”, afirmou.

 

Adaptado da fonte RFI

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