Chef ofende Bolsonaro, recebe críticas e se vitimiza

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Chef ofende Bolsonaro, recebe críticas e se vitimiza
Tarciso Morais
Tarciso Morais
Fundador e editor-chefe da RENOVA Mídia.

A chef Helena Rizzo, do restaurante Maní, postou imagem no Instagram junto da sua equipe, estirando o dedo para Bolsonaro e aderindo ao movimento #EleNão.


Helena Rizzo, chef do premiado restaurante Maní, publicou uma foto na rede social Instagram no último domingo (7), dia de votação do primeiro turno das eleições.

Na imagem, Rizzo e funcionários estão com o dedo do meio em riste e com a hashtag “#EleNão” escritas nos braços. O movimento é contra a eleição de Jair Bolsonaro, candidato à Presidência da República pelo PSL.

O Mani, localizado em São Paulo e especializado em culinária de fusão brasileira-europeia, é o nono melhor restaurante da América Latina para o ranking 50 Best Restaurants 2018. Rizzo foi eleita a melhor chef mulher do mundo em 2014.

A postagem possui até o momento 24,7 mil curtidas (ou “corações”) e 20,9 mil comentários. Houve principalmente uma onda de protestos contra e chef e contra os restaurantes Maní e Manioca, por meio de hashtags como #maninão e #maninuncamais, referenciando os movimentos #EleNão e #EleNuncaMais.

Depois da enxurrada de comentários, Rizzo postou um posicionamento oficial no Instagram, republicado pelo Maní:

Primeiramente, peço desculpas a qualquer pessoa que tenha se ofendido com o meu gesto, ele não foi direcionado a você. Meu gesto é uma manifestação contra o preconceito, o machismo, o racismo, a homofobia e a misoginia. Reforço também que ele foi pessoal e expressa tão somente a minha convicção, e não a do Grupo Maní.

E acrescentou:

O Maní é uma das cozinhas mais diversas que conheço, com brancos, negros, homens e mulheres, héteros e gays, gente do Brasil inteiro. Eles são minha família, pois é com eles que passo a maior parte do tempo. Assistir a um movimento crescente de intolerância que atinge boa parte dos meus colegas de cozinha me deixa extremamente consternada. Em nenhum momento manifestei posição partidária, não sou comunista nem socialista. Sou uma pessoa que vê o futuro dos meus pares ameaçado. E isso, espero que entendam, é difícil demais aceitar.

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Escrevo este post em razão dos desdobramentos que minha postagem no último sábado geraram. Primeiramente, peço desculpas a qualquer pessoa que tenha se ofendido com o meu gesto, ele não foi direcionado a você. Meu gesto é uma manifestação contra o preconceito, o machismo, o racismo, a homofobia e a misoginia. Reforço também que ele foi pessoal e expressa tão somente a minha convicção, e não a do Grupo Maní. Sou cozinheira há 23 anos, 13 dos quais no Maní, e nunca julguei ou escolhi cliente. Pelo contrário: diariamente cozinho para os outros, com empenho absoluto, exigindo o máximo de mim, dos cozinheiros e fornecedores que trabalham comigo. Sou feliz com o ambiente que criamos. O Maní é uma das cozinhas mais diversas que conheço, com brancos, negros, homens e mulheres, héteros e gays, gente do Brasil inteiro. Eles são minha família, pois é com eles que passo a maior parte do tempo. Assistir a um movimento crescente de intolerância que atinge boa parte dos meus colegas de cozinha me deixa extremamente consternada. Em nenhum momento manifestei posição partidária, não sou comunista nem socialista. Sou uma pessoa que vê o futuro dos meus pares ameaçado. E isso, espero que entendam, é difícil demais aceitar.

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Adaptado da fonte Exame

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