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China construiu quase 400 centros de detenção em Xinjiang

Tarciso Morais

Tarciso Morais

China construiu quase 400 centros de detenção em Xinjiang
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"Nos últimos três anos, cerca de um milhão de uigures e outras minorias foram detidos nessas instalações", diz estudo.

O regime comunista da China construiu 380 centros de detenção em Xinjiang, província autônoma que abriga uma minoria muçulmana no noroeste do território chinês.

A informação está presente em um relatório divulgado, nesta quinta-feira (24), pelo Instituto Australiano de Política Estratégica (ASPI).

Os pesquisadores conseguiram mapearam quase 400 “centros de detenção suspeitos” por meio de imagens capturadas por satélite desde 2017.

Pequim alega que as unidades são centros de educação e treinamento vocacional e fazem parte de um conjunto de medidas para supostamente combater o terrorismo e o fundamentalismo islâmico.

Entidades de defesa dos direitos humanos, entretanto, denunciam que os uigures, como é conhecida a etnia muçulmana dominante naquela região, foram detidos arbitrariamente e submetidos a práticas de trabalho forçado e doutrinação política.

De acordo com um trecho do estudo:

“Nos últimos três anos, cerca de um milhão de uigures e outras minorias foram detidos nessas instalações contra sua vontade. O sistema carcerário de Xinjiang é a espinha dorsal coercitiva que sustenta todos os outros aspectos da repressão do governo contra os uigures e outras minorias étnicas.”

Uma das principais descobertas do estudo feito na Austrália foi o aumento significativo na quantidade de centros de detenção em Xinjiang.

Em 2017, eram 2.321 prédios em 350 centros chineses. As novas descobertas apontam um crescimento de 97,7% no número de construções — foram mapeados 4.588 prédios neste ano, destaca o jornal Folha.

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