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China prendeu pessoas que alertaram sobre coronavírus na web

Tarciso Morais
Tarciso Morais
Fundador e editor-chefe da RENOVA Mídia
China prendeu pessoas que alertaram sobre coronavírus na web

Pelo menos 8 pessoas foram presas pelo regime comunista como “propagadores de boatos” por alertar sobre o coronavírus.

Oficialmente conhecido como 2019-nCoV, a nova forma de coronavírus foi identificada pela primeira vez na China em 10 de janeiro, com a morte de um homem, de 61 anos, na cidade de Wuhan.

Neste mesmo dia, a China compartilhou informações sobre o vírus com outros países. Japão e Tailândia começaram a fazer testes em busca de infectados três dias depois.

No entanto, os kits de testes para a infecção só começarão a ser distribuídos pelo governo para alguns hospitais de Wuhan no dia 20 de janeiro, disse à agência Reuters um funcionário do Centro Provincial de Controle e Prevenção de Doenças de Hubei (Hubei CDC). 

Antes da chegada dos kits, as amostras tinham que ser enviadas para um laboratório em Pequim para testes. O processo levava de 3 a 5 dias para chegar os resultados, segundo as autoridades de saúde de Wuhan.

Durante essa lacuna de tempo, o regime controlado pelo Partido Comunista Chinês entrou em ação para controlar o compartilhamento de informações sobre o surto. 

Os hospitais de Wuhan, já completamente saturados de pacientes, reduziram o número de pessoas sob observação médica de 739 para apenas 82, segundo dados obtidos pela Reuters através de autoridades de saúde locais.

Durante vários dias, nenhum novo caso da doença foi registrado na China, enquanto as autoridades chinesas garantiram aos cidadãos que o vírus não era amplamente transmissível. 

O regime comunista chegou a censurar comentários na internet sobre a delicadeza da situação. Oito pessoas foram presas e penalizadas como “propagadores de boatos”.

Autoridades nacionais, regionais e municipais de saúde não responderam aos pedidos de comentários da agência Reuters sobre como o surto de vírus foi tratado pela China. 

Em uma coletiva de imprensa nesta segunda-feira (27), o prefeito de Wuhan admitiu erros e omissão de informações sobre o surto de coronavírus e ofereceu a sua demissão, como noticiou a RENOVA.

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