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OPINIÃO: O choque de realidade da grande mídia

Artigo do leitor Carlos Júnior no projeto Voluntários Renova

A grande mídia brasileira e parte importante da americana sempre tratou o Partido Republicano (GOP) com enorme desdém. Em um misto de paixão ideológica exagerada com pitadas de psicopatia, desonestidade e desconhecimento, os republicanos são tratados com párias, intolerantes e reacionários malvados, daqueles malucos que são tão folclóricos quanto perigosos.

Em um artigo do The Washington Post do colunista Fareed Zakaria – republicado pelo Estadão – vemos o ódio ao GOP muito bem destilado. A desculpa é sempre a mesma desde 2015: a agremiação tornou-se uma ameaça séria aos Estados Unidos e ao mundo pelo surgimento de Donald Trump. E claro, sempre o argumento esgotado da ameaça à democracia.

Com qualquer representante da direita política é assim. Sempre que Donald Trump ou seu clone inglês Nigel Farange – o Mr. Brexit – fala algo contra o consenso que a mídia estabelece e ajuda a ser a regra, são chamados de ‘’conspiracionistas’’. Seja qual for o assunto em questão, a alcunha é invocada para desacreditá-los. Esse é o modus operandi favorito da grande mídia.

No caso do Partido Republicano, o ódio sempre existiu pelos mesmos motivos. Ou alguém acreditou que George Bush era chamado de ‘’racista elitista’’ por não ser republicano? Até Barry Goldwater, o conservador de ternos fúnebres e óculos deprimentes, foi chamado de fascista e racista. Dane-se o fato de que ele andou em diversas passeatas ao lado de Martin Luther King.

A esteira do ódio infantil piorou depois que Donald Trump foi eleito em 2016. Um anti-establishment chegar ao poder foi demais para a mídia. Todo e qualquer tipo de acusação sem provas foi lançado contra ele e contra seus apoiadores. Apoia Trump? Você é racista. Não importa se no seu partido figuras como Ben Carson, John James e Tim Scott são importantes ícones do partido.

Nesse caso, a coisa é interessante. Os afro-americanos nunca tiveram tantos empregos como agora, visto que o desemprego entre eles está num mínimo histórico. Políticos negros estão concorrendo utilizando o discurso de Trump. Porém, a mídia americana e a brasileira bajula Barack Obama, Maxine Walters e Cory Booker – todos democratas. A desonestidade é a regra.

Dizer que o partido de Trump é o partido de Joseph McCarthy – com todo o simbolismo negativo que o controverso senador carrega – é querer colar na testa dos republicanos algo que seus rivais democratas são de melhor: mentirosos, histéricos e fantasiosos. Ou o episódio do pagamento a militantes democratas para trajarem-se de membros da KKK demonstrando apoio a Bush pai em 1991 foi esquecido?

O artigo que motiva este humilde registro trata de George Soros também. O apresenta como um vovô bondoso, filantropo, que cresceu por esforço próprio e doa parte da sua fortuna para causas justas, por isso motiva a ira dos republicanos. Soros é um bode expiatório, alguém que ficou muito rico e desperta a inveja porquê do dinheiro a movimentos bondosos.

O que não falaram é que George Soros foi presidente do Council on Foreign Relations – Conselho de Relações Exteriores, organização criada por bilionários nova-iorquinos com a intenção de ser uma antítese da Casa Branca e ajudar organismos internacionais a minar a soberania americana. Para qualquer dúvida basta ler os documentos da própria entidade e os seus objetivos.

A Nova Ordem é malvista por metade do eleitorado americano desde que ela foi colocada as claras do público. E é esse eleitorado que vota no Partido Republicano. É claro que a imprensa vai negar a existência de um projeto supranacional de poder, porque ela própria é um braço do tal projeto. A mídia independente é a voz dos conservadores americanos que não se escondem da verdade.

A verdade que a grande mídia e a esquerda juram defender foi banalizada por muito tempo. CNN, The New York Times e The Washington Post já fizeram inúmeras previsões erradas, matérias com fontes como Wikipedia – acredite se quiser – e tantas outras com fontes anônimas nunca reveladas. Sempre mentiram contra o Partido Republicano à vontade. Sempre pelos mesmos motivos.

A subida ao poder de políticos como Donald Trump, Rodrigo Duterte, Jair Bolsonaro e movimentos como o Brexit só podem ser explicados pelo total descolamento do establishment político, midiático e intelectual da realidade do povo. Fabricar acusações contra esses políticos não fará a população deixar de admirá-los. O choque de realidade da mídia só aumentará daqui em diante.

 

Fontes: [1] [2] [3] [4] [5]

Artigo do leitor Carlos Júnior no projeto Voluntários Renova

Os pontos de vista expressos neste artigo são as opiniões do autor e não refletem necessariamente a posição da Renova Mídia

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