Cientista herói invade Museu Nacional em chamas para salvar itens

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TARCISO MORAIS
TARCISO MORAIS
Fundador e editor-chefe da RENOVA Mídia.

Nas horas após o início do incêndio no Museu Nacional, no Rio de Janeiro, alguns funcionários, professores e técnicos correram por suas salas escuras e esfumaçadas para tentar resgatar o que fosse possível antes que o fogo avançasse.

O professor Paulo Buckup se juntou a outros colegas que arrombaram portas de gabinetes e saíram levando o maior número possível de peças insubstituíveis.

Ele conseguiu impedir o fogo de queimar várias gavetas com compartimentos separados contendo espécimes de moluscos – uma pequena parcela do inventário de dezenas de milhares espécimes da fauna da América do Sul mapeados e guardados no acervo do Museu Nacional.

Buckup afirma:

Esses exemplares foram usados nas descrições originais de espécies da fauna sul-americana de moluscos, tanto marinhos quanto de água doce. Esse material é único porque é a base para conhecer as espécies descritas ao longo do último século. Sem isso, perdemos esse registro.

E acrescentou:

Esse material ficava permanentemente mantido no museu como testemunho. Como a fauna do Mundo Novo ainda é muito desconhecida, é preciso recorrer a esses exemplares para saber que espécies nós temos.

Buckup calcula terem conseguido salvar “alguns milhares” de espécimes de moluscos – uma quantidade “ínfima” diante da escala desta coleção.

‘Foram perdidas não sei quantas dezenas de milhares de insetos, como, por exemplo, todo o material de aranha e de crustáceos’, afirma.

E ainda mais ínfimo considerando-se as múmias andinas, a sala com mobiliário do Império, as muitas bases de dados, os registros de idiomas de povos que não mais existem – “tudo destruído”, afirma – ou pelo menos essa era a impressão com que ficou ao ver o prédio por dentro.

 

Adaptado da fonte UOL

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